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Frase de Davidson Luis Menezes Rodrigues

E a chuva passou. O que vejo é lama. Onde esta o que estava aqui? Não há mais nada. Apenas a espera de alguém para ajudar. Onde esta minhas coisas que sumiram? Que água é essa? Onde estamos? Alagoas alagou. As pessoas, onde estão? Sem comunicação, sem comida, sem casa, sem abrigo, sem pessoas, sem vida, sem fé. Onde estão as coisas? Que água é essa? Um dilúvio que chegou, passou, levou tudo e alguns, nos deixando sem nada. O desespero do medo, o alivio de estar aqui e a revolta de nascer aqui. A cidade. Que cidade? Aqui era minha casa, ali meu colégio, lá era um mercado ao lado o posto de saúde e agora não existe mais, desceu tudo, enchente, desceu tudo, tristeza. Aqui ficava uma coisa, aqui ficava outra e no meu coração ficou o vazio levado pelo rio. É água, Barreiros Pernambuco, barro. Interditado. Não entra nada, uma cidade triste, de dor, de medo. Onde era aqui? A água não quis saber de nada, de famílias, de posses, de construções. A água não quis saber de nada, apenas levou, lixo, fome, sede, lições de vida e esperança. Casa do operário, do prefeito, do lavrador, casa de quem for. Estamos retirando da lama uma vida que sobrou. E minha vida foi para dentro do rio. O destino é recomeçar. Perdi casa, perdi família, perdi amigos, perdi as lagrimas. A comida é do chão? É a que tem! Subi no teto para viver, emoção, fiquei vivo, sou forte sou nordestino, sofro por seca por enchente, sofro por tudo, por todos. Estou só, sem comer, sem beber, muita água do rio, enchente, desaba e leva. Casa, carro. Gente. Tudo se foi na enxurrada, e o dicionário nos ensina que enxurrada é: ‘’Grande quantidade de água que corre com violência, resultante de chuvas abundantes; águas selvagens, aguaça, enxurro, fluxo, jorro de águas sujas ou de imundícies. ’’ A vida ensina que o rio leva o que temos, onde perder tudo significa que estamos vivos para contar a história, contar que vamos ter que recomeçar. E não sobrou nada, não sobrou choro, não sobrou desespero, nos resta limpar as ruas, o tempo, o pensamento, limpar, a dor das perdas, desaparecidos e mortos e água. Estamos limpando o coração. Agradecendo a ajuda, do Brasil, do mundo, de todos, de nós mesmos. As famílias que se perderam, se juntaram com as famílias que se formaram nos abrigos improvisados, onde todos moram e choram e oram e imaginam como será a volta, a fé, no acerto, a fé no concerto, na vida que segue, no tempo que passará e no sangue e suor do nordestino, do Alagoano do Pernambucano, que mais uma vez esta no centro de todo sofrimento. Um Brasil a margem do Brasil que esta sofrendo enquanto nos preocupamos com futilidades. Um Brasil de verdade. Um Brasil, que luta contra tudo, que se reconstrói. Um Brasil que precisa de ajuda. (Enchente em Alagoas e Pernambuco 2010.)

Davidson Luis Menezes Rodrigues

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O medo é algo que nos impulsiona ao impossível e nos leva ao infinito.
Não sou poeta. Não sou poeta. Sou apenas um sonhador brincando de ser autor.
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Não sou poeta. Não sou poeta. Sou apenas um sonhador brincando de ser autor. Poeta não sou. A saudade me inspirou. Apenas sinto. Só tenho sentimento. Não sou poeta. Sou um homem pensando ser criança. Poeta não sou. Esses versos são apenas minha vida. Não é inspiração. É vida é coração. Não sou poeta. Sou apenas um sonhador brincando de ser autor. É sentimento é realidade. Poeta não sou. Poeta tem um dom. Eu não tenho. É apenas minha vida em poucas palavras. Posso ser poeta um dia. Quem sabe? Mas hoje, não sou poeta. Sou apenas um sonhador brincando de ser autor. Não quero ser famoso. Não preciso. Apenas escrevo. Sou normal e nem sou tão poeta assim. Sou sentimental. Por enquanto, sou apenas um sonhador brincando de ser autor.