Frase de Giovane Silva Santos
Ossos e carne Eu saciei com os olhos. O gosto mais amargo cruel. Se criança, se anjo, se gente. O homem bicho cego e o fel. Afinal é a carne ou o céu. Responda querubins, porque não entendo. Pálpebras fechadas na profunda sede. Uma criança sonolenta de sono e fome. A mais doce pluma alma. Sem teto, sem afeto, geme e consome. Negra? É claro, branco os dentes vorazes. O homem do espírito semelhante. Que permite habitar o ódio. Foi assim, de forma clara, nas manchetes. Isso, cenas demasiadamente cara. Meu bebê, filho do meu útero. Eu sinto, faltou o leite materno. Mas a tristeza latente da crueldade, inferno. São moscas e varejeiras na face, no lugar do colo e mamadeira. Oh! Não, maldição, geração, religião. Apenas à extensão, a mão, o pão, África, negro irmão. Minha vergonha em pertencer. Este século e os interesses, poderes e formas de globalizações O ápice da carne, como rege Deus tuas mãos. O semelhante roer o osso, se, é, sim, somos todos irmãos. Giovane Silva Santos
No pensador.ai desde