Frase de Eli Odara Theodoro
Nas águas do tempo, o tambor ressoa No ventre da noite, o açoite rasgou, mas a chama acesa nunca apagou. Dos becos da dor, dos gritos calados, nasceu o axé, forte e sagrado. No giro da saia, no toque do chão, ecoam os cânticos de consagração. Dos terreiros erguidos com fé e suor, a tradição resiste, dança e maior. Dia de lembrar, dia de sentir, a força que o vento não pode extinguir. Do Ilê ao quilombo, do corpo ao cantar, a herança africana segue a pulsar. É dia de honrar quem nos antecedeu, quem plantou a raiz e nunca cedeu. Que o 21 de março seja sempre farol, lumina o caminho, aquece o sol.
No pensador.ai desde