Frase de Fernanda De Paula
cabelos ao vento que passa trazendo o meu odor característico o meu suor que respinga e escorre pelo meu nariz e o cheiro do meu sangue vermelho, rubro ou carmim que também às vezes escorre de mim e os mesmos cabelos esvoaçantes passam pelos meus olhos castanhos profundos e acanhados e me refresca, quando passa pelas minhas curvas longilíneas e por cada dobra e entranha muito estranhas por sinal de fogo e fumaça, quando ateio a fagulha acendo a chama do amor ou do ódio ou do meu sentimento infernal e se ele passa eu sorrio com os olhos e das gargalhadas que a vida dá mas eu gosto da minha vida assim sem por, e nem tirar e das minhas lágrimas quando bem derramadas e das minhas palavras quando bem ditas e do meu peito enorme quando o coracao não cabe dentro de mim e do meu jeito de sentir e sonhar mesmo sendo estourada, enervada mas que gosta de ajudar e também aprendi a gostar dos meus cabelos brancos que ficaram assim de tanto o vento passar e que aparecem pra variar e despontam entre os demais pra me chamarem a atenção porque estou mais pra lá do que pra cá eles são demais e daqui um certo tempo estarão de menos, porque vão caindo a medida que o vento passa, por entre eles e os afagam pelas mãos do tempo e pelas mãos de Deus e tenho paixão por minhas rugas elas me dão o ar da graça e da expressão da exposição do meu ser por um acaso do destino, sou um corpo humano por fora da minh'alma linda, ou uma linda alma dentro do corpo estranho que me abriga ou me obriga a ficar calada e aceitar as perguntas e respostas que a vida se encarrega de fazer e ao mesmo tempo dar mesmo sem meu consentimento apenas absorvo os divinos ensinamentos e fico observando a vida passar junto dos meus cabelos bem diante do meu olhar!!!
No pensador.ai desde