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Frase de Enide Santos

Redação (O confronto) Inicio estes meus relatos baseando-me nos acontecimentos que se seguem. Após inúmeras tentativas de escrever uma redação satisfatória aos meus conceitos. Conceitos estes que não são muito bem resolvidos diga-se de passagem. Trata-se da persistência do tal trauma de escrever redação. Bom pensando bem o que me resta fazer? Dar-me por vencida ou dispor de minhas armas? Como tenho a meu favor a inteligência que o talzinho do trauma não tem, vamos a isso. Aqui já se vão mais ou menos umas seis linhas preenchidas descaradamente nas fuças deste sabichão. Quem diria! Eu pegando briga com este tal de: DESAGRADÁVEL EXPERIÊNCIA EMOCIONAL DE TAL INTENSIDADE QUE DEIXA MARCAS DURADOURAS NA MENTE DO INDIVÍDUO. Me apoderando deste pânico em escrever elevo-me ao meu extremo e em cada tentativa não bem sucedida o talzinho cresce mais. Os pensamentos cobram dos pensamentos melhores pensamentos. Pensamentos que jugam pensamentos que os condenam e também os pune. Sem nenhum tipo de defesa, são dilacerados e por fim exterminados. O que me resta fazer, desistir, deixar que a insegurança me bloquei para sempre? Permitir que meus anseios sejam manipulados pelo eco da derrota? Não, não comigo!!! Então cá estamos eu e infinitas linhas em branco desejosas de minhas (ins) pirações. Vou alimenta-las e a cada uma, seu quinhão. Preenche-las ainda que de tenras asneiras, vou conceber cada juízo e é valendo-me desta dificuldade, uso-a para dela me afastar, pois esta é a forma que arranjei de invadir e deforma-la. Sigo manipulando o meu raciocínio vou desbravando como um barco que segue à deriva e mesmo assim mantém-se bailado sobre o mar. Mantendo-se o mais tempo possível sem naufragar. Sigo dando cores e formas usando o pó da razão para a partir daqui iniciar a minha redação. Enide Santos. 09/01/15

Enide Santos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Se... Essa tristeza quase concreta Se não fosse meu sorriso
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Se... Essa tristeza quase concreta Se não fosse meu sorriso Essa história quase real Se não fosse a ilusão Esse medo quase perfeito Se não fosse minha a solidão. Enide Santos 17/03/19

Insônia... Eu já não grito mais com ruídos Já não faço mais questão de cuidar nem do meu umbigo.
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Insônia... Eu já não grito mais com ruídos Já não faço mais questão de cuidar nem do meu umbigo. Já estou perdido neste mundo de imensidão Sou um corpo sem alma prestes a incineração Não viajo mais em minhas memorias Estou farto de tudo que dizem os que dão esmolas Sou um ponto sem ter um final Tenho em mim a razão de se fazer o temporal Não olho mais a dimensão das feridas Estou pouco me importando se não cicatrizam Sou aquele medo que habita um olhar Sou a flecha escolhida pronta a perfurar Sou a noite de que quem em sonhos revira o luar Sou a duvida do tempo ferindo o lembrar Sou o peso do abismo impedido de voar Eu sou a estrada de quem quer se encontrar. Sou o que o tempo proporciona Bem vindo ao meu momento de insônia! Enide Santos 13.07.17

Puro prazer Teus olhos já não fogem mais de mim Agora me buscam
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Puro prazer Teus olhos já não fogem mais de mim Agora me buscam Como borboletas a um jardim. Retorna tua boca Para encontrar-se com a minha Assim como a abelha a sua rainha Tuas mãos conseguem me enxergar Assim como a terra Delineia o seu mar. Ah, a tua pele! Que seu calor busca me doar Assim como o sol aquece o ar. Nada é por obrigação Apenas por prazer Amor e paixão. Enide Santos 20/07/15

Fluxo do tempo Boca devoradora do tempo que tudo vai apagando
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Fluxo do tempo Boca devoradora do tempo que tudo vai apagando varrendo da vida todo o encanto Pincel fixador de temporadas que tudo vai delineando e os seus dias e noite vão se devorando Fazedores de passado seguem seu compasso passou, passou deixou de ser Varreram-se-lhe da mente todas as ilusões. De que o fluxo do tempo Não se estanca, não. Somente em lembrança se refaz o momento que jaz.