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Frase de Figueredo

⁠Sobre a grama havia um papel Nele não havia nada escrito Amassado por completo E mesmo com o vento, estarrecido Nem com a chuva se movia Se secava ao sol que precedia Com o tempo foi perdendo a linha Era a folha do caderno de um suicida Só a morte poderia lê-lo E assim o fez com muito zelo Suas palavras eram profundas como o fundo de um poço Ele se atirara lá um pouco mais cedo, era um bom-moço Formulava o infinito e o guardava dentro de si Compreendê-lo era complexo, tal como língua tupi-guarani Dentro de um buraco abstrato não havia reversão Colocou pedras acima dele, por livre e espontânea precaução Descansar os ossos lhe parecia agradável Havia sempre algo no caminho, não era nada fácil Sua mente era um tanto quanto volátil Aparentemente forte, e era, até ficar frágil A folha era tão atônita quanto ele, fria e calma Sujou-se com o barro e com a grama Nem o que toca o coração, nem o que toca o pensamento Nem a mais triste das canções tocaria novamente a sua alma Tudo era efêmero e logo se tornaria apenas memórias Nesse caso, nada satisfatórias O tempo passou e a música acabou Tão cedo quanto foi dizer 'olá', já era hora de dizer 'adeus'.

Figueredo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Amor, tão leve quanto a brisa que se sente Que debaixo do cajueiro se pressente O nascimento de uma paixão onipotente
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⁠Amor, tão leve quanto a brisa que se sente Que debaixo do cajueiro se pressente O nascimento de uma paixão onipotente E graças ao bom sabor se faz presente Pois do doce do Caju aqui se extrai A leveza de uma vida que recai Sobre os galhos de sua árvore mais folheada De fato, a Castanha do Caju é sua amada.

⁠Lente através da qual se enxerga a alma Que mesmo em meio à turbulência lhe acalma De onde se retrata a mais pura essência de um ser
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⁠Lente através da qual se enxerga a alma Que mesmo em meio à turbulência lhe acalma De onde se retrata a mais pura essência de um ser E que independente do desenho, é perfeito para os olhos de quem vê Incapaz de reproduzir em tela, mesmo com todas as cores em aquarela Só de pensar já dá um aperto indubitável na goela Se transforma em música, até para os ouvidos de quem não escuta E ainda que pareça dissonante soa como uma bela diminuta Sendo dispensável inclusive a visão, é possível sentir pelo tato, por que não? Digo que tão somente pelo toque das mãos é notável a conexão Sendo suficientemente poético mesmo que não se exprima um só fonema E essa é justamente a pauta deste poema

⁠A mais poética das poesias não se fala e nem se pensa É espontânea e as vezes esporádica O que se sente não pode ser dito e nem tampouco explicado
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⁠A mais poética das poesias não se fala e nem se pensa É espontânea e as vezes esporádica O que se sente não pode ser dito e nem tampouco explicado Jamais será tocada por seu tom abstrato Onde nasce ninguém sabe, mas ainda assim eu indago os porquês De fato, pela falta de sentido eles não se respondem e nem poderiam E o brilho se satisfaz na incerteza de não saber o que se sabe Não se ver o que se vê, mas ainda assim sentir o que se sente