Pular para o conteúdo

Frase de Marcus Deminco

Apenas quando aceitei, sem contestações e por simples clarividências, que a verdadeira fé nasce do firmamento convicto naquilo que não se vê, compreendi, sem resíduo de descrença, que existe e existirá sempre uma força infinitamente maior e mais sábia que os ensaios de meus desejos. E mesmo revoltoso com fatos inesperados que subtraírem alguns dos meus melhores sonhos, não corromperei minha moral ou trapacearei meus próprios princípios. Porque descobri, também, que as circunstâncias adversas não funcionarão como justificativas íntegras para remodelar a solidez do meu caráter. Cedo ou tarde, entendi que estar sem dinheiro não me eximia em nada de ser bondoso. Muitas vezes, os maiores gestos de caridade não me custavam mais do que a mísera migalha de saber partilhar da minha própria alegria. Aprendi um dia que amar alguém com toda minha força não significava lançar sobre ela o estorvo de preencher as lacunas das minhas exigências, pois reconheci que, por maior esforço feito, nem sempre corresponderia às rigorosas expectativas alheias. Compreendi, ainda, que ser livre não me credenciava como dono único da minha própria vida. Afinal, existem e existirão sempre pessoas ansiadas pelos meus regressos. Mas, somente quando detive o dom de enxergar através das lentes de limitação dos humanos incrédulos, aceitei inteiramente essa plenitude divina que chamamos Deus. Obrigado Pai, pelo milagre mágico da vida, pela glória de me fazer um eterno aprendiz e, principalmente, pelo “toque torto” em ter-me feito tão DDA assim. Agradeço a intercessão de Nossa Senhora, revigorando-me nas apatias das derrotas e erguendo-me nas vezes em que pensei covardemente desistir. Às inexplicáveis forças ocultas que surgem fantasiadas de pura intuição e me fazem mudar de ideia do nada. Agradeço, também, aos espíritos de luz que me conduzem pelos caminhos mais claros, e aos anjos guias, que me fazem sempre encontrar uma saída, quando a teimosia insiste em debandar-me pelos traiçoeiros atalhos tortos. (Trecho dos Agradecimentos do Livro de Marcus Deminco, Eu e meu Amigo DDA).

Marcus Deminco

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Marcus Deminco

BRIGANDO COM DEUS Ainda que infrutuosas convicções incitem o meu mísero direito de gente, eu não exigirei mais de Deus todas as explicações que me foram omitidas desde quando fui arrancado do calmoso útero que me cobria e arremessado, inexoravelmente, ao labirinto ilógico desse…
Continuar lendo

BRIGANDO COM DEUS Ainda que infrutuosas convicções incitem o meu mísero direito de gente, eu não exigirei mais de Deus todas as explicações que me foram omitidas desde quando fui arrancado do calmoso útero que me cobria e arremessado, inexoravelmente, ao labirinto ilógico desse fadário universo de venturas. Eu sou sem pedir para ser, e mesmo carregando o indesejável estorvo da incoerência que veio pregada comigo, quero, inexplicavelmente, continuar sendo quem eu nunca saberei se fui. Sou um gerúndio de reticências funambulando descalçado com a razão ignorada que herdei. Sou um sujeito assim... Aleatoriamente à toa. Sem motivo algum para ser. Pois se o tenho, não conheço, e ao desconhecê-lo torno-me um estranho insignificante de mim mesmo. Submisso a passiva incapacidade de prever a minha sina, sigo buscando desatinadamente o meu tino. Mesmo sem saber se o tenho. O meu destino vestia-se de casualidades intempestivas para ludibriar que minhas atitudes mudariam o meu futuro, entretanto nunca fora nada senão, parte da estúpida necessidade humana de acreditar que tudo seria em conseqüência de minhas nobres decisões. Mas, deixando um pouco de lado as crenças dos desesperados, que por defesa vital nos cega, ainda consigo enxergar com a sobriedade desapontada de um descrente que, o futuro da minha vida sempre independeu das minhas escolhas. Meus amanhãs são ignotos de mim, assim como todos os meus anelos são subservientes aos planos que não seguem sequer os meus roteiros. Sou um fantoche com asas que não voa. Aprisionado numa grande interrogação invisível que não responde as minhas perguntas por preces. Sou impotente, oco e não carrego sequer, a minha própria razão. Sou escravo de uma entidade onipresente que jamais encontrei, curvado aos intermitentes equívocos da sua soberana onisciência que – nem ao menos – posso contestar. Biologicamente, até que com rara racionalmente, explicam de onde eu vim. O que de maneira geral, não elucida muita coisa. Tampouco minora essa minha totalmente tola falta de rumo: como se o bastante fosse suficientemente vital, batizaram a minha carne com um nome, deram-me um coração de vidro trincado, um espírito que nunca vi e privaram-me do meu significado de haver... Afora a certeza de um indesviável desfecho, que ainda rogo a misericordiosa reputação do tal criador para que procrastine de encontrar. Ainda assim, ao revés de toda lucidez e contradizendo qualquer sobriedade, eu não reivindicarei mais de Deus as justas justificativas que ele me deve. Pois, atrelado aos acaso do descaso, trilho o meu caminho por pura intuição, oscilando entre passadas alargadas da certeza inexistente, com pegadas hesitantes de medo, tropeçando nas incertezas que me inibem de ir adiante ou anelante entusiasmo quando quero andar ligeiro. Porque, permeio a toda insensatez que torna a vida ilogicamente incoerente, também persistem irracionais significados que a fazem prazenteira o bastante para vivê-la sem buscar a racionalidade que não existe em existir.