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Frase de Evangelista araujo leite

O homem que um dia foi muralha, hoje treme. Meu pai, que já foi tempestade, agora é sombra do trovão. Antes, sua voz era lei, sua presença, temor. Erguia-se como torre inabalável, inquestionável. Confrontava os frágeis, dominava os que dele dependiam. Era força bruta, autoridade sem pausa, um império de si mesmo. Mas o tempo, esse escultor silencioso, foi desgastando as pedras da sua rigidez. Hoje o vejo com medo. Não mais o medo que impunha, mas o medo que sente. Medo do fim, do esquecimento, da fragilidade que ele tanto desprezou. E mesmo assim, a arrogância permanece. Como armadura velha que ele se recusa a tirar, como se admitir fraqueza fosse morrer antes da hora. A prepotência não o deixou ou talvez ele nunca quis deixá-la. Porque abrir mão do orgulho seria admitir que o tempo venceu. E ele, que nunca soube perder, prefere se agarrar ao que resta da sua antiga coroa. Mas eu vejo. Vejo o homem por trás do mito. E, apesar de tudo, ainda é meu pai. Mesmo que hoje ele não seja mais o gigante que um dia foi. By Evans Araújo

Evangelista araujo leite

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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