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Outras frases de EmíliaBôto

Hoje é dia 24 de setembro de 2025. Como é difícil atravessar esse mês pelo que ele representa. Não vai passar. Nunca vai passar. Até parece que a vida seguiu. Externamente sim, "porque o tempo não para". Nunca pude me dar o direito de parar. Nunca pude, como algumas pessoas, pass…
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Hoje é dia 24 de setembro de 2025. Como é difícil atravessar esse mês pelo que ele representa. Não vai passar. Nunca vai passar. Até parece que a vida seguiu. Externamente sim, "porque o tempo não para". Nunca pude me dar o direito de parar. Nunca pude, como algumas pessoas, passar dias e até meses chorando o meu falecido. Não. Eu não sou como os outros. Não posso ser. A mim sempre foi imposto um peso maior diante de tudo, desde a infância. Também prometi me manter de pe´, já que você não conseguiu. Sempre peço a Deus que o traga de volta. São meus momentos de insanidade...ou é de desespero? Não aceito, não me conformo, não esqueço, não aprovo, rejeito do fundo do meu coração ter perdido você meu filho!

A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a ou…
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A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a outra, lá durmo, volto no mesmo dia ou dias depois. Ainda trabalho, mas logo estarei aposentada. Porém, produzindo, estudando, vivendo, criando e seguindo com esse tempo precioso. Esse é meu espaço, meu momento, não cabe ninguém para me tirar a paz e o sossego.

A distância temporária de um lugar que adotamos como lar revela a profundidade das nossas conexões. Criamos raízes profundas em solos que não são os de nossa origem, e a solidez desse vínculo muitas vezes passa despercebida no cotidiano. É no instante da perda — mesmo que passage…
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A distância temporária de um lugar que adotamos como lar revela a profundidade das nossas conexões. Criamos raízes profundas em solos que não são os de nossa origem, e a solidez desse vínculo muitas vezes passa despercebida no cotidiano. É no instante da perda — mesmo que passageira — que despertamos para a realidade de que o temporário se tornou fixo, firme e profundamente real.