Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
COLO UTERINO DAS LETRAS đ» A minha poesia nasce num sorriso No colo uterino do meu ventre Onde tento aliviar as dores AtravĂ©s das palavras, letras sentidas Das lĂĄgrimas que vou limpando Nas folhas que vou escrevendo De ti, de mim, de nĂłs em sintonia Harmonia entre as palavras mesmo Sem rimar, numa vontade de escrever PĂ©talas do tempo entre as folhas cansadas SilĂȘncio silencioso no desassossego nosso Poesia nua que nos beija a alma ferozmente Num afago vindo dos teus lĂĄbios em saudade Nas sussurras palavras que escrevo em firmamento E a minha alma escava as palavras nas fragas Por entre o loureiro em flor, ouvia-se o uivo do lobo solitĂĄrio Pela serra de giestas que o vento balançava com carinho Pois o meu coração sentia a solidĂŁo imposta pela lua Que se avistava lĂĄ em cima no monte das saudades Que sentia a minha alma onde escavava as palavras nas fragas No colo uterino de sorrisos na sentida poesia
No pensador.ai desde