Frase de António Prates
Quando a festa é mais bravia segue em frente e desarmado; como é grande a valentia na coragem de um forcado. I Hoje é dia de tourada à velha moda portuguesa, toda a praça é uma beleza e os magotes dão chegada. Vai começar a garraiada, sobe a míni em euforia, o descaramento da Maria faz olhinhos para o moço, o orgulho do que é nosso quando a festa é mais bravia. II Ela entra e vai a trote pra contemplar o grande artista, quer fazer jus à conquista com a pega e com capote. E olha lá pró camarote, o trompete é afinado, ele num ar de avalentado está ali de pedra e cal, e quando entra o animal segue em frente e desarmado. III Os amigos dão-lhe a mão, a primeira é do mais forte, outros mais vão dar-lhe sorte e é tremenda a ovação. Raspa o bicho pelo chão a testar qualquer fobia, entre o pó e a gritaria, há arrojo e muita graça, e os rapazes estão na praça, como é grande a valentia. IV Chegou a hora anunciada, cresce o touro em prontidão, quando avança o valentão entra o bicho em derrocada. Ela toda entusiasmada ele no touro encaixado, grita o povo extasiado a boa sorte do pegador, e ela assina o seu amor na coragem de um forcado. António Prates
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