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Frase de Maria de Paula (Nazaré)

O QUE É FELICIDADE PARA VOCÊ? Na grande maioria das vezes já pensamos em autonomia financeira como sucesso e felicidade e esquecemos que SUCESSO mesmo é ser feliz. O que te faz feliz? Eu teria muitas respostas para essa pergunta que ao longo dos anos ficaram registradas na minha RAM (Registro Automático da Memória), mas pensei mais um pouco sobre o assunto na ânsia de me alinhar com meu "EU" e concluo que não depende nem um pouco de coisa externas e materiais. Quando eu era criança não tínhamos muito mais do que um prato de comida e uma casa pra morar e explicando melhor isso já que essa realidade não difere da de milhões de pessoas eu digo, tínhamos uma casa e cama e cobertas quentinhas e limpas, comida bem feita pela mãe, cuidado e preocupações em vestir e alimentar, mas não tínhamos o que a maioria das pessoas tinham, como: televisão, luz, chuveiro quente ou frio (era banho de balde), nada de brinquedos, sapatos muitas vezes faltava, andávamos uma hora a pé para irmos à escola e íamos sozinhos, roupas eram normalmente doadas, trabalhávamos todos os dias, sempre limpávamos a casa, lavávamos roupa, louça, varria o quintal ("terreiro"), cuidávamos dos bichos, buscávamos no pasto e como disse na maioria das vezes descalços, andávamos nos pastos atrás das vaquinhas de leite que era a nossa renda(queijo e leite) vendido a muito sacrifício pela minha mãe e pelo meu padastro, plantávamos capim ("braquiária", capim gigante que também carregávamos em feixes), buscávamos lenhas pro fogão que esquentava água pro banho e fazia comida pros cachorrinhos e as vezes até comida pra nós quando não tínhamos gás de cozinha, tínhamos um lampião mas usávamos velas que saía mais barato que a botija de gás e eram nossa lanterna encaixadas em latinhas de leite quando íamos a igreja nas quartas e domingos. Meu padastro batia na gente regularmente, era dele isso. Minha mãe analfabeta de pai e mãe. Nossas convivências com outras pessoas eram escola e igreja, coisas completamente regradas, vigiadas e controladas. Nosso lazer era correr no meio do mato se houvesse oportunidade para isso e muito raramente podíamos ir a cachoeira que tinha lá no "sovaco de cobra" que é como minha avó paterna nomeou, rs, íamos na vizinha (30 min de lá) e víamos quando dava o "vale a pena ver de novo", meus irmãos brincavam entre eles, eu não, quando brincava era porque minha amiga Dilma ia lá em casa, aí fazíamos túnel embaixo do mato, ou inventávamos brincadeiras que nunca existiram, só existiam lá pra gente. Não vinhamos a cidade quase nunca pois não tínhamos dinheiro pra pagar passagem pra todo mundo e me lembro que deveria ser uns 40 centavos naquela época, mas nossa renda era de 100 reais mês. Minha mãe sempre teve as plantinhas dela no quintal bem cuidadinhas, sempre foi zelosa com a casa mesmo com chão batido e as panelas sempre eram arriadas, as galinhas do quintal tinham nomes próprios, as vacas, os cachorros, até as árvores nós dávamos nome (me lembro da árvore de Jacaré e a árvore de Perereca kkk) Talvez você esteja achando chato ler isso e talvez quando você me "vê e/ou me conhece" nem imagina a minha história de vida e não que seja importante porque na verdade é comum, mas o que quero dizer a respeito de tudo isso é que com todos os flagelos, dificuldades, faltas de coisas materiais, financeiras e isso ha um pouco mais de 15 anos, com tudo isso e contado a partir do meu ângulo, é claro, eu tenho a dizer que Minha mãe nos deu muito mais do que um dia foi dado a ela. Meu padrasto que eu tenho ranço até hoje, rs, do jeito dele, deu o que tinha pra dar. Meus irmãos e eu, vivíamos como todos os irmãos, no amor e na guerra E eu, nunca me conformei e ou aceitei que viveria daquele modo toda a minha vida e de fato não vivi, mas nós éramos felizes, eu era feliz, não me lembro de sermos pessoas tristes. Nós riamos atoa e fazemos isso até hoje se estivermos juntos, pela coisa mais besta que se possa imaginar. Nós não tínhamos dinheiro mas tínhamos valor Por isso eu te pergunto e me pergunto, pois escrevo pra mim mesma, o que te faz feliz?

Maria de Paula (Nazaré)

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Maria de Paula (Nazaré)

Todo dia quando acordo tem um novo o quê porquê
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Todo dia quando acordo tem um novo o quê porquê o que fazer Trilhando caminhos cheios de incógnitas vamos desvendando os mistérios e revelando a força interior de combate Às vezes estamos fragilizados ao ponto de nos perdemos dentro de nós como acordar e não se reconhecer naquele lugar Às vezes as coisas clareiam um pouco e nos da energia de continuar a caminhada Os leões diários vão ficando pequenos quando tomamos posse do que somos, quando viramos protagonista da nossa própria história Não há final feliz Não há ninguém feliz todo dia Não há segredo Não há milagre Apenas se dê a oportunidade de ser quem é Aos poucos as coisas se encaixam 2018

O dom de se impressionar pelo simples Quando se tem experiência de quase tudo por ser curiosa e apaixonada pelas coisas, pessoas, lugares, emoções o que pode te impressionar? Pessoas assim normalmente se interessam pelo simples.
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O dom de se impressionar pelo simples Quando se tem experiência de quase tudo por ser curiosa e apaixonada pelas coisas, pessoas, lugares, emoções o que pode te impressionar? Pessoas assim normalmente se interessam pelo simples. O simples é realmente muito interessante. Ontem me impressionei com as mariposas voando em torno da lâmpada, insetos aleatórios e o fundo musical de Zé Ramalho, deu vontade de escrever naquela hora um livro com nome Mariposas. Estava na "casinha", um local na montanha, isolado e cercado pela natureza e sinceramente um dos momentos mais gostosos de viver. Após me impressionei com o céu tão estrelado que parecia ter sido feito por encomenda, não havia lua mas a noite estava completamente iluminada. Queijos, vinhos, fogueira e uma excelente companhia. Não sei se eu poderia querer mais, apenas talvez eternizar esses momentos, mas já os sinto como eterno, seja pela intensidade ou apenas pela simplicidade e transparência. Isso realmente me comove. Desconstruir o estereótipo de menina da cidade. SOU menina da roça, da felicidade por coisas tão desimportantes ou pela simples Mariposa. Esse local denominado " casinha" me trouxe uma enorme nostalgia. Há um tanque de banheira e passei minha infância com um desses, pastos e um curral e definitivamente me trás um passado impressionante: O início de minha história. Sendo pouca ou muita coisa, me trás a sensação de perdão de passado. É como se pudesse recomeçar tudo denovo do começo, só que do meu jeito. Não viva de passado e nem de futuro, mas tenha a consciência de quem foi e como superou as suas expectativas, frustações, fases pouco fáceis e com toda certeza se perdoe e perdoe o seu passado, foi necessário pra ser quem é agora. Trago comigo não tantas experiências assim, algumas. Tenho vaga lembrança pois não guardo detalhes e jamais arrasto corrente, a vida já tem o seu peso diário, não acrescento nada a minha cruz, nem minha ansiedade é capaz de pesar. É bem engraçado o fato de ouvir a água da cachoeira rolando e isso te trazer paz. Os insetos que não dão trégua. O silêncio cheio de barulhos, "minha cabeça trovoa". Fiquei tentando me livrar de qualquer coisa que me incomodasse ou de ficar pensando sobre como ser eu mesma poderia incomodar. Não podia me incomodar com isso, apenas viver. E trouxe a memória o que é mais importante, o quanto me impressono com a simplicidade e a desconstrução. Ela lia, eu escrevia. Parece distante mas não é. É complementar. Mistura de conhecimento com experiência, não sei explicar ainda nesse momento. Se eu fosse escrever um livro sobre esses assuntos talvez levasse anos, são tantas sensações e como sou imediatista teria que trazer de agora pro futuro e alinhar, ajustar somente depois quando não houver essa sensação. Dizem que momentos felizes ou tristes não podem ser a definição de algo, apenas quando está fora deles. Sinceramente gosto de sentir. Poderia ser tanta coisa, mas é tanta coisa. Passei por essa mesma cidade há alguns meses, a experiência foi completamente insana. Tudo que era pra ter sido bom foi levado pelo horror de julgamentos. Quando aconteceu essa oportunidade em que estou, logo pensei que seria diferente e oposto, seria bom, e é. Quero viver isso, quero que seja infinito mesmo que breve. Sensação boa. Sensação de paz de espírito. Andamos conversando sobre coisas aleatórias, nada completamente definido e apenas o que notei foi essa necessidade atual de calmaria, do simples, da parceria, do junto é junto. O céu não era só um céu, era poesia. Como é que você tropeça com alguém por aí é diz é você que quero? Sei lá, afinamos muito e nem sabemos disso ainda, mas eu sinto e se sinto é real. Serás minha Dama Princesa Rainha Te levarei pro meu simples improvável Tudo é ajustável Me ajusto muito bem Sou camaleão Sou sol Girassol Cacto Sou verão Resisto ao frio, ao inverno pois sei que são temporários Gosto desse clima da montanha Não sei quanto tempo existerei dessa forma, mas quero existir enquanto der Venha menina, seja sua, seja minha Contemple o sol na cachoeira, as estrelas do quintal, pendure a alma no varal Deixe o que não for ir com o vento Sou sua, SOU minha, somos o tempo Já é noite, temos a calmaria do Mato, o grito do grilo e o explendor de raios clareando o fundo do céu. Ainda tem coisas a acontecer. Aquele lanche preparado, aquela soneca gostosa. Aquele enlace de corpos. Aquele "nada" que é muito. Mais uma vez vou embora querendo ficar. Insensatez? Talvez.

Eu queria poder te contar tanta coisa, Queria te contar os detalhes de como tenho passado, Queria te mostrar os textos e poemas que escrevi nos últimos tempos
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Eu queria poder te contar tanta coisa, Queria te contar os detalhes de como tenho passado, Queria te mostrar os textos e poemas que escrevi nos últimos tempos Queria que você ouvisse Elis (atrás da porta) Queria que você ouvisse Chico Buarque (Olhos nos olhos E tua cantiga) ou Maria Bethânia (Sem fantasia) Queria que soubesse o quanto torço pela sua felicidade Queria que soubesse o quanto fez falta Queria que soubesse que o perdão fez morada dentro de mim Queria que a sua vida ficasse tão maravilhosa que você não tivesse nem um espaço para tristeza Queria mas escrevi um dia e talvez eu ainda te mostre “que minha maior tristeza é sem dúvida saber que eu era seu amor verdadeiro, mas não quisestes. Não fico triste por mim, fico triste por você, pois se só existe amor verdadeiro uma vez, você perdeu o seu e como uma pessoa que prezo devo dizer, é muito triste saber que suas buscas de amor serão inúteis, eu só queria que houvesse oportunidade pra ti”. Eu não sei, por que existe em mim coisas que nem sei dizer a seu respeito, Não sei, mas eu tive vontade de te abraçar e nem dizer nada, apenas chorar o leite derramado, o pior disso tudo é que sei que você pensa exatamente igual. Sei a falta que fiz e talvez ainda faça, embora não tenha nada que eu possa fazer a respeito. Mas também não quero morrer sufocada com palavras não ditas, embora elas também não façam mais nenhum sentido. Então apenas escrevo, para que quando eu publicar um livro, talvez faça sentido para alguém.