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Frase de Eu mermo

Não tão querido, diário.... Cocei meus olhos com mais força que o esperado, me machuquei no meu afago e bocejei lentamente ao começo do dia, mordi a língua ao enrolar mais e, ao decorrer, vivi assim: bebericando café com o gosto mais amargo que o normal, tropicando nos degraus da vida e com dor na lombar de carregar o peso do meu ferimento. Na metade do dia, senti uma angustia profunda e um embrulhar no estomago, vi a imagem perfeita do meu outro eu imbuído em magoas e perdas, sofrendo mais pelos cheiros do que os acontecimentos, doendo mais no peito do que o local do ferimento. Minha metáfora falha e a piada e caçoada, meus sentimentos afogados e meus fios desgrenhados afagados por mãos falsas. No fim do dia, no anoitecer melancólico e quase libertador, no feixe de uma dor sem rancor, no sonhar de um horror e o perfume de minha essência, são onde escondo minha dor. Demorei mais tempo que o normal no banheiro e me banhei ao custo do meu sofrer, sufocando em lágrimas mal derramadas e no amargar do café, que desde o começo dia, esquecido ao lado estragou ao se deixar ser abandonado. Aquele mesmo corte feito no amanhecer, fraco e pequeno mas que dói mais que o esperado. Aquele que me traí ao arder durante meu sorriso, aquele que fisga quando digo que não tenho medo, o que machuca quando estou tão perto de mim e me afasta ao mesmo tempo. O que me lembra que as piores infecções não surgem dos cortes mais profundas, mas das suturas mal feitas.

Eu mermo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Eu mermo

Meus olhos se abrem com estranheza, não reconhecendo o meu entorno, sem conhecer aquele sorriso largo que está brincando entre meus lábios com ironia; Sem entender o motivo que minha mente tanta divaga em qualquer coisa que não seja eu; sem compreender o motivo de tanta angustia…
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Meus olhos se abrem com estranheza, não reconhecendo o meu entorno, sem conhecer aquele sorriso largo que está brincando entre meus lábios com ironia; Sem entender o motivo que minha mente tanta divaga em qualquer coisa que não seja eu; sem compreender o motivo de tanta angustia mesmo quando tudo parece bom. As crises sempre voltam e junto com aqueles pensamentos, que são como adagas pequenas fincadas em meu dedo mindinho. Pequenas, quase bobas mas ainda, dolorosas e insistentes, me fatiando por dentro e me tornando cada vez menos eu.

Me aproximo do teu corpo como quem tenta voltar para dentro de si.
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Me aproximo do teu corpo como quem tenta voltar para dentro de si. Mas há sempre algo errado: um pequeno atraso entre o toque e o sentir. Tuas mãos me encontram com uma precisão que me assusta. Como se soubessem de mim mais do que eu. E eu deixo. Deixo que percorram o que ainda reconheço como meu, mesmo quando tudo já parece distante. Seu toque é a fugacidade que procuro, no instante que pulo e não me encontro. Foi a porta de entrada para todos os nossos planos, terminando sempre no frio do teu abraço, embora algum dia fosse calor...

Folheando aquele antigo álbum de fotos que carregam mais do que somente imagens, lá, há uma vida vivida de forma tão única e linda que ofusca o agora. Deve ser por isso que quase não há quem pouco lembre e muito age, sempre terá aquele dia onde tudo dirá para você amar, viver e c…
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Folheando aquele antigo álbum de fotos que carregam mais do que somente imagens, lá, há uma vida vivida de forma tão única e linda que ofusca o agora. Deve ser por isso que quase não há quem pouco lembre e muito age, sempre terá aquele dia onde tudo dirá para você amar, viver e continuar; mas os restos dos dias continuam os mesmos: cinzas, frios e com o odor envelhecido do meu antigo perfume favorito, aquele que espirro pela casa para tentar me recordar por que ainda vivo. Em falar em perfume, ainda me volta a memoria o cheiro que reverberava pelo ar na primeira vez em que te vi. O doce de seu sorriso imbuído no agridoce de seu perfume, a lembrança, ironicamente, ficando cada dia mais amarga e dolorida, trazendo consigo a verdade a qual tanto tento me esquivar, o som que tanto finjo não escutar, e a vida que invento para não admitir a que ficou para trás.

Minha mente tem a incrível capacidade de notar algo maravilhosamente simples: o carvão antes do diamante; o choro antes do sorriso; o luar antes do amanhecer. Apesar disso, me falta o tato de reconhecer, de dar valor, de sorrir mais uma vez e não apenas ver; mas entender. Ainda n…
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Minha mente tem a incrível capacidade de notar algo maravilhosamente simples: o carvão antes do diamante; o choro antes do sorriso; o luar antes do amanhecer. Apesar disso, me falta o tato de reconhecer, de dar valor, de sorrir mais uma vez e não apenas ver; mas entender. Ainda não tenho a maturidade de inclinar o rosto para analisar e não julgar, falta-me a vontade de expressar e compreender, ao invés de simplesmente acenar a cabeça e seguir. Necessito da capacidade simples mas essencial de deixar o olhar ficar por mais alguns segundos, me permitindo enxergar o que há de melhor, ou o melhor que há para se ver. Foi assim que perdi você, aquele que ainda vejo no espelho mas não reconheço, não enxergo o algo maravilhoso ali, somente o simples, banal e finito ser que não desejo mais. Condenado a ser efêmero, me perco no passar do tempo e me vejo vencendo junto com os ponteiros do relógio da vida; Como a criatura com prazo de validade que sou, após tanto tempo, venço, não do jeito que eu queria, mas do jeito que me faz perder o sabor e sobrar o gosto amargo da dor.