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Frase de Adriana Lisboa

não sei de quem a mão fantasma que esfuma o meu rosto o meu tempo o reflexo que me habituei a confirmar aqui não sei quem plantou na minha cara uma outra biografia não sei ao certo mas desconfio que essa neblina no espelho seja eu.

Adriana Lisboa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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sinto muito calça jeans parece que seguiremos tropeçando juntas em nossas costuras mal-ajambradas enquanto ainda coubermos uma na outra e o tempo condoído ainda couber em nós.

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A cortina se estufa quarto adentro como se viva a primeira trovoada reboa lá fora o cachorro corre e se esconde na escada escura a cortina se estufa como se animada por dentro da trama do tecido o fole de um pulmão que sugere: nada mais urgente do que inspirar este momento (nada: nem mesmo um cortejo inteiro de notícias ou poemas) este momento a tempestade em prelúdio e o sopro de lilases que ela traz.