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Frase de Augusto Matos

Álcool-Etanol O Álcool-Etanol se configura na forma de um líquido incolor, cuja fórmula química é C2H5OH. Enquanto combustível, não faz jus ao atributo de ecologicamente correto, visto que sua cadeia produtiva não corrobora para com esse rótulo que é muito influenciado pelo mercado e por interesses econômicos... Fato é que, ponderando sob uma gama de pontos de vista, pode-se concluir que o resultado final do álcool no escapamento de um veículo automotor não lhe confere a prerrogativa de ser denominado "combustível ecológico". Justifico o argumento: - A cana-de-açúcar é cultivada na forma de monocultura extensiva, o que é prejudicial para a agricultura sustentável e para o ecossistema; - Durante o período de cultivo, o solo perde em vitalidade e fertilidade, inclusive após alguns anos de plantio de cana-de-açúcar, o solo utilizado fica deveras empobrecido, comprometendo sua utilização eficiente para outras culturas; - O emprego de substâncias danosas no solo, no caso o vinhoto (vinhoto ou vinhaça é o resíduo pastoso e malcheiroso que sobra após a destilação fracionada do caldo de cana-de-açúcar, ou seja, a garapa fermentada); - As maléficas queimadas de cana causam um terrível efeito no ecossistema local, pois libera gases poluentes, destrói a vida animal abrigada nas plantações, extermina insetos e degrada o solo; - A criminosa derrubada de árvores para plantio de cana, as quais são ocultadas após a derrubada, sendo colocadas em gigantescas valas abertas por máquinas de grande porte, é por si só um contrassenso à proposta ecológica do álcool enquanto combustível; - O transporte da cana colhida é feito por caminhões, geralmente movidos à diesel, altamente poluidores. Tais caminhões ainda acarretam a deterioração acelerada das estradas, especialmente em se tratando dos treminhões (caminhões de carreta longa, com duas ou três enormes caçambas); - Utilização de mão de obra tida como "semiescrava", devido à extenuante e insalubre carga de trabalho em função da baixa remuneração; - O álcool está sendo cogitado como estratégia mercadológica internacional, um perigoso interesse puramente financeiro e de barganha comercial que pode propiciar um desastre ambiental de imensa proporção em várias regiões brasileiras etc.; - Boa parte das terras atualmente destinadas à produção de cana e as que estão em vias de agregarem o "território canavieiro" seriam melhor empregadas, por exemplo, na agricultura familiar, na diversificação agrícola, na reposição de florestas nativas proporcionando uma geração de emprego e renda de forma mais sustentável e humana. Portanto, posso afirmar que o álcool não foi e atualmente não é um combustível ecológico (pode vir a ser), pois apesar de ele supostamente emitir menor quantidade de gases poluentes no processo de combustão do motor de um dado veículo, toda a cadeia produtiva desse combustível não permite que o nobre adjetivo "ecológico" lhe seja conferido... Se houvesse uma certificação para combustíveis, equivalente a dos produtos orgânicos, ou as conferidas pelo Inmetro e Procel, por exemplo, certamente o Álcool não receberia o "certificado" de "Produto Ecológico". O biodiesel é uma proposta nacional deveras interessante e com uma perspectiva mais viável e atraente tanto do ponto de vista do meio ambiente, como da criação de empregos mais dignos e geração de renda alicerçada num processo produtivo mais "limpo" em vários sentidos... pois estará até então desprovido de lobby e interesses escusos... Não sou contra o álcool como combustível, mas considero fundamental um prudente aprimoramento e uma ética efetivamente ecológica na sua produção, combinada com incentivos ao uso de veículos elétricos, à produção de biodiesel e à efetiva agricultura sustentável.

Augusto Matos

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Pensador.com

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Alea jacta est Fui perguntado sobre os riscos de se praticar ciclismo no trânsito de uma metrópole ou de alguma outra grande cidade. Calei-me. Pensei e respondi: — É muita gente normal dando vida a um trânsito anormal, o qual tantas vezes causa neuroses e tira vidas. Mas, que saída se tem? Se mudar para Amsterdã ou Copenhagen? Tais cidades, em certos contextos, têm mais bicicletas do que carros no trânsito... É possível ser cidadão do mundo, identificar-se com o que de bom há em cada hemisfério, continente, país, região. Mais ainda, pela fé cristã, temos cidadania celeste, não havemos de nos conformar com este mundo, mas lutarmos para não nos degradarmos nele. Nem que isso custe abstinências e/ou isolamentos. Nesse ideal, também somos reputados como ovelhas para o abatedouro, numa causa aparentemente perdida. Microdigressão: de onde foram extraídos, por exemplo, os personagens Capitão Nemo, de Julio Verne; Robinson Crusoé, de Daniel Defoe; Dom Quixote, de Cervantes; Príncipe Míchkin, de Dostoiévski? É preciso respirar fundo e tocar em frente, especialmente de bicicleta... Mas, respirar fundo, no sentido literal, implica interiorizar nos pulmões o ar impregnado de partículas poluidoras do ar, lançadas por carros, motos e ônibus, estes últimos ícones do transporte de massa, tido como solução plausível aos caóticos congestionamentos. Assim como existem fumantes passivos, há os inalantes passivos da poluição, sejam eles ciclistas, pedestres ou os próprios motoristas, estes últimos acabam dando "tiro nos pés"... A tecnologia da eletricidade para motores de carros, ônibus, trens, motos e bicicletas existe, já está bem desenvolvida, acompanhada da tecnologia do hidrogênio veicular. Até existem carros movidos a ar! Então, como podem ser lançadas diariamente na atmosfera toneladas de poluentes via escapamentos? Quero pedalar e respirar algo melhor! E depois, expirar, inspirar e transpirar mais saúde... Ou será que, para contrabalancear, terei que cuidar ainda mais da alimentação já repleta de antioxidantes e depurativos? Chega-se num ponto em que não basta alimentar-se de forma saudável, praticar uma sadia atividade física e dar uma parcela de contribuição ao desafogamento do trânsito. A lei do consumismo e do mercado, além de manter combustíveis fósseis sendo queimados, acresce mais veículos no trânsito a cada dia, as ruas e avenidas não se expandem na mesma proporção, ao passo que a lei da Física diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Portanto, conflito gerado, polêmicas disputas de interesses e opiniões, enquanto o futuro (já apocalíptico) do planeta está em jogo. Epílogo: pensamento latino, Alea jacta est (a sorte está lançada).

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Para a musa Luiza L indamente meus dias são preenchidos quando penso em você U nindo a beleza do meu sentimento e entrelaçando emoções I mpar sensação interior que me causa tanto contentamento Z ênite entre meus sonhos e a tua face mais encantadora A mando, eu, sutilmente e pacientemente, aguardo os acasos...

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Sementes Sementes singelas semeadas; Sutileza e continuidade; Germinada nova verdade; Brotos vitimados por geadas. Sobrevivência vil ameaçada; Galhos teimosos podados; Seiva e tronco judiados; Sentenciada atrofia forçada. Milagres: pródiga natureza! Cuidados à persistente planta; Reduzidas aridez e aspereza. Folhas e flores admiráveis: Pólen, frutos, sementes. Solo e raízes formidáveis.

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Linguagens A natureza tem um alfabeto e um idioma peculiares para nos expressar sua sabedoria, cuja procedência é celestial na origem, além disso, as linguagens possíveis de serem extraídas na interação com ela são vastas. Mas existem outras linguagens e formas de expressão, por exemplo, os inúmeros idiomas pátrios e seus diversos alfabetos, numerais, codificações... há as linguagens de programação na informática, linguagens pictóricas, linguagens icônicas, linguagens corporais e dos sinais, as preces religiosas e orações, os mantras, as partituras musicais etc. Há o idioma dos sentidos e há o idioma transcendental. É bem comum e sensato chegarmos à conclusão de que somos sempre analfabetos em alguma coisa, portanto, prudente é não se contentar somente com a alfabetização secular, acadêmica, mas acrescentar novas formas de interagir com tudo aquilo que nossa percepção consegue captar, assim como agregar novas ferramentas de captação do que está em nós, um microcosmo, bem como do que perpetuamente estará ao nosso redor, o macrocosmo. Entretanto, resumo tudo no mais importante, o idioma universal, a linguagem sublime e eterna, simples e suprema, capaz de abarcar todos os demais idiomas e formas de expressão supracitadas, e o tal... é o Amor!