Frase de MindEvade
Cubro, hesito, escondo, esqueço. Deixo passar. Finjo. Ignoro-me. Que doa. Que passe. Sempre passa.
No pensador.ai desde
Cubro, hesito, escondo, esqueço. Deixo passar. Finjo. Ignoro-me. Que doa. Que passe. Sempre passa.
No pensador.ai desde
Imaginem a seguinte situação (vou tentar escrever rápido, antes que tudo isso se dissipe); Qdo chego perto dela, e nos abraçamos, me sinto morno... feliz... estasiado. Com o cheiro, com o toque, com a pele macia, com tudo... Isso, pode-se dizer, sempre foi assim. Já há anos. Ho…
Imaginem a seguinte situação (vou tentar escrever rápido, antes que tudo isso se dissipe); Qdo chego perto dela, e nos abraçamos, me sinto morno... feliz... estasiado. Com o cheiro, com o toque, com a pele macia, com tudo... Isso, pode-se dizer, sempre foi assim. Já há anos. Hoje, casado, com um filho lindo e com uma família cheia de regras, a angustia me consome. Na maior parte da semana, nem a encontro, não a vejo, só nos falamos por telefone e eMail, sobre as mais diversas futilidades. Em algumas ligações sempre sobra um "te amo" de lá p´ra cá... ignoro. Digo o mesmo, mas no fundo no fundo ignoro. Autopreservação. Obviamente, o que gerou estas debeis linhas foi nosso curto encontro de alguns poucos momentos. Enquanto escrevo tudo isso os arrepios se sussedem, um depois do outro, sem parar... é inacreditável como tudo isso pode levar a uma reação física. Meu estômago parece revirado, e os arrepios não param... Mas já está passando. Sempre passa. Depois tudo que volta meio que ao normal. Tudo vira apenas fantasia, explorada em alguns poucos momentos solitários diários. "Normalmente, a resposta mais obvia também é a resposta certa." Minha manhã acabou. De agora até o fim da tarde ficarei assim... E a noite nunca promete.
Pra mim, os bons sonhos são piores que os pesadelos. Bem piores. São pedaços de vida não vivida, de desejos irreais, que certamente irão me torturar durante os próximos dias.
Tento me manter concentrado, focado. Mas minha mente divaga. Insiste em andar por onde não quero. Quando percebo já estou com os mesmos pensamentos, com as mesmas vontades. É uma coisa meio que natural, não consigo evitar. Manter os pés no chão acaba se tornando uma coisa consci…
Tento me manter concentrado, focado. Mas minha mente divaga. Insiste em andar por onde não quero. Quando percebo já estou com os mesmos pensamentos, com as mesmas vontades. É uma coisa meio que natural, não consigo evitar. Manter os pés no chão acaba se tornando uma coisa consciente e forçada, é com se eu estivesse sempre tendo que manter um veleiro em seu curso. Se eu me distraio, ele é levado pela corrente, pelo vento, para onde bem entende. E isso, mais a minha irredutível inconstância, torna a tarefa muitas vezes complicada. As vezes me pergunto o motivo disso tudo. Fico a me questionar se não seria mais fácil simplesmente parar de tentar controlar tanto tudo isso e deixar a vida seguir o rumo que bem entender. Mas não consigo, fico pensando no futuro, no que será da minha vida se eu a deixar correr livre, sem todo este controle. Será que eu seria mais feliz? Até existe felicidade na minha vida agora... digo, existe momentos felizes. Não acredito que a felicidade seja um estado de espírito como muitos tanto defendem. Ao menos seria uma coisa muito idiota se fossemos felizes todo o tempo. Agora, imagine isso o tempo todo. Imagine que você acorda com esta sensação, passa o dia com ela, trabalha, almoça, janta, brinca com os filhos, conversa com os amigos, joga, corre, pedala... tudo. Todo o tempo com essa sensação tênue lá no fundo. Sempre lá. Fora as musiquinhas deprimientes que estão sempre tocando na minha cabeça o tempo todo... um saco!!! Quando percebo já estou cantarolando... As vezes acho que estou é possuido...
Acho difícil encarar as possoas idosas. Evito olha-las de frente, de modo que percebam minha análise. Fico olhando de relance, imaginando a vida que levam, que levaram. Imaginando se são, se foram, covardes e acomodados como eu. ... Agora estou no barbeiro. Tem um daqueles velh…
Acho difícil encarar as possoas idosas. Evito olha-las de frente, de modo que percebam minha análise. Fico olhando de relance, imaginando a vida que levam, que levaram. Imaginando se são, se foram, covardes e acomodados como eu. ... Agora estou no barbeiro. Tem um daqueles velhinhos ao meu lado, falando sózinho (algo sobre bolo de mandioca, ou sei lá), deixado para cortar o cabelo pela filha, ou neto. Ignoro-o. Como todos. Porque fazemos isso? Em poucos anos serei como ele. Ainda mais cansado, inútil, senil e desligado da realidade, como quase todos os idosos. Com sorte não me lembrarei de tudo que não vivi. Provavelmente não me lembrarei sequer do que vivi, dos amores que tive, do stress, da vida corrida, das (poucas) bocas que tive o prazer de beijar. Só restarão lembranças em fotos digitais não reveladas, que provavelmente não poderam ser lidas em lugar algum. Que a vida me leve antes...