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Frase de Lília Raquel Farias nunes

⁠Sobre encontros… Eu me perdi em um labirinto escuro no ano de 2018. Entrei em coma profundo de 2018 a 2020. Dois anos de mais puro e denso nada. Não me perguntem o que aconteceu nesse ínterim. Eu só respirava porque esse ato era alheio à minha vontade. Só me dei conta do meu fortúrnio quando vi milhares de corpos inertes levados pela covid. O luto das famílias e de todo um país foi o choque brutal que me fez levantar daquele sono profundo e interminável. Desde então comecei a jornada árdua da busca por mim mesma, pra me encontrar. Eventualmente a pessoa que queremos ser, se encontra com a pessoa que somos, mas como encontrar quem eu era? Eu me queria de volta. Queria aquela menina romântica e sonhadora que acordava feliz e cantando pela casa, que era o próprio sol mesmo em meio à chuva. Havia um abismo que separava a gente. Eu sabia que ela estava logo ali, mas era preciso construir uma ponte e eu nem sabia por onde começar... Me apresentaram vários atalhos, fórmulas, esquemas. Tudo em vão. E na busca de me achar, ia me perdendo cada vez mais. Alguém oferecia os ombros para carregar-me, fazia promessas vazias e eu me entregava de olhos fechados, mas tal qual a mocinha do filme donzela, eu me via jogada ao fosso com dragões. E lá recomeçava a busca. Não ilesa. Os machucados anteriores se misturavam aos machucados novos a ponto de adormecer a dor e ela se tornar parte de mim. Mas tal qual rato preso na armadilha por um mísero pedaço de queijo, eu me via presa à armadilha de buscar no outro a fonte da concretude da minha felicidade. O último fosso me fez amiga dos dragões. Impossibilitada de me encontrar pelo abismo que nos separava, aprendi a domar o dragão. Usei o medo para subir em suas costas e voar em minha direção no outro lado. Não foi fácil. Foi preciso um processo de muitas quedas, machucados, aprendizado, estratégia, disciplina, resiliência, muito choro e sofrimento. E, “de repente”, como as nuvens de chuva se dissipam, um belo dia simplesmente aconteceu. Acordei feliz, sorrindo, cantando como um raio de sol numa manhã de domingo... Eu voltei pra mim. Eu me encontrei. Agora eu sei o quão preciosa sou. Não posso mais me perder. Tomarei mais cuidado. Me guardarei. Não me mostrarei mais a qualquer um. Não sou mais acessível a todos. Só terão acesso a quem eu sou de verdade, a toda luz que irradia do diamante aqueles poucos que tiverem acesso ao cofre. Os outros olharão por fotos, vídeos, através do vidro. Como uma peça de museu da qual você consegue até visualizar a beleza, mas não consegue sentir, nem tocar. E não. Eu não mudei. Apesar de ter tido todos os motivos do mundo para isso. Ao fazer minha oração todos os dias peço a Deus que preserve o meu coração apesar de toda maldade à minha volta. Quero continuar tendo o coração que eu tenho, mesmo carregado das cicatrizes que ninguém vê. Quero preservar minha essência. Quero continuar oferecendo o que eu tenho de melhor: A bondade que habita em mim, a beleza da amizade, a integridade da minha lealdade, o aconchego nas dificuldades, o acolhimento quando você se sente fora do lugar, a brisa suave num dia de calor, o furacão de alegria nos dias tristes e o amor nos dias sombrios. Só não permitirei acesso àqueles que querem me tirar de mim. Quero continuar amadurecendo e evoluindo em busca da minha melhor versão. O plantio é opcional, mas a colheita sempre será obrigatória. E eu sei o que estou plantando. Nem tudo na vida acontece como planejamos. Não adianta ficar revoltado. O contentamento é um aprendizado. Começar a agradecer era a chave que eu precisava virar pra me encontrar...

Lília Raquel Farias nunes

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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07.01.22 Então, Minha razão, num lapso de tentar ressignificar minha dor, me íntima a aquietar meus pensamentos.
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07.01.22 Então, Minha razão, num lapso de tentar ressignificar minha dor, me íntima a aquietar meus pensamentos. E eu cedo ao meu próprio torpor. Há sol lá fora. As pessoas estão vivendo freneticamente dentro de suas “matrixes”. Há “vida”. Mas aqui dentro de mim há apenas uma quietude - Antônima da paz - que me causa um desconforto ao tentar dar um passo sequer. Hoje, após tentar comer algo por volta das 17h da tarde, o que senti ao ouvir aquela música no celular foi uma estagnação por completo ao ponto de me deixar incapaz de qualquer movimento, até mesmo o menor deles: respirar. A bem da verdade, nada disso é inesperado oi inédito. Era como se eu soubesse, de antemão o que me aguardava: que tudo acabaria de uma forma abrupta, e que esforço algum seria capaz de curar uma ferida que se tornara incurável…

⁠⁠A noite é uma criança… Quando foi a última vez que você convidou a "sua" criança para brincar? Não falo do filho, sobrinho ou afilhado. Refiro-me àquela centelha dentro de você, a criança que um dia correu descalça pelos campos da imaginação. A vida adulta, com suas regras, c…
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⁠⁠A noite é uma criança… Quando foi a última vez que você convidou a "sua" criança para brincar? Não falo do filho, sobrinho ou afilhado. Refiro-me àquela centelha dentro de você, a criança que um dia correu descalça pelos campos da imaginação. A vida adulta, com suas regras, convenções e o peso da opinião alheia nos afasta da essência do ser. Esquecemos de simplesmente existir, de sentir a alegria pura que pulsava em nossos corações infantis. Mas hoje, algo mágico aconteceu. De repente, sem aviso, a criança que habita em mim me chamou para brincar. E sem pensar em nada, simplesmente dei as mãos à ela e fui. Abandonei as amarras do relógio, as preocupações que pesavam como pedras, e me entreguei à leveza da infância. Comi doce, sem pensar no amanhã, aquele turbilhão de açúcar entrando na minha corrente sanguínea, que despertou não apenas as células do meu corpo, mas também a alma adormecida. Cada pedacinho de felicidade era uma rebelião contra a rotina da alimentação saudável, do comportamento socialmente aceitável. Um grito de liberdade. Quanta rebeldia! Pensei eu, com aquele sorrisinho maroto de criança traquina estampado na cara. Infelizmente a hora de ir embora chegou. Fui para o carro, a chuva chegou. Um convite irresistível. Vamos esperar a chuva passar ou vamos encarar? Segui o conselho de Lulu: vamos nos permitir! Com minhas amigas, transformei a rua em um palco de memórias, onde as gotas frias lavavam as mágoas e reacendiam a chama da alegria. A água escorria pelo meu rosto, senti a textura do chão molhado sob meus pés, o cheiro da liberdade invadindo meus pulmões. Por um instante, o tempo parou, e eu voltei a ser aquela criança que não temia a água, não se importava se ia encharcar a roupa, se ia molhar os cabelos, e o mais legal de tudo: eu apenas vivi o momento. A felicidade era como uma bolha de sabão, leve e fugaz, que explodia em risadas no ar. Descobri que a alegria não precisa de grandes planos, ela se esconde nos detalhes, nos momentos simples que a vida adulta nos impede de ver. A minha criança precisou ir dormir. A vida adulta me chama de volta, com seus boletos e compromissos. Amanhã Colocarei meu salto, vestirei a armadura da responsabilidade e sairei para “vencer” a vida. Mas Prometi à minha criança interior que a visitaria novamente, que não a deixaria esquecida em algum canto da memória. E sei que ela estará lá, esperando, com um sorriso travesso um convite para brincar.

⁠De todas as mulheres que eu poderia ter sido, que bom que eu fui aquela encontrada por Jesus… No princípio, Deus criou o mundo com sua infinita sabedoria. E ao criar o ser humano, percebeu que algo faltava: uma ajudadora, um complemento perfeito. Assim, da costela de Adão, mold…
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⁠De todas as mulheres que eu poderia ter sido, que bom que eu fui aquela encontrada por Jesus… No princípio, Deus criou o mundo com sua infinita sabedoria. E ao criar o ser humano, percebeu que algo faltava: uma ajudadora, um complemento perfeito. Assim, da costela de Adão, moldou a mulher, alguém para estar ao lado dele, um reflexo do próprio Criador. Ela é a gênese da mulher moderna, feita pelo Eterno e forjada no Seu próprio Caráter, desde o princípio para ser a ajudadora. A mulher, desde sua origem, carrega em si a essência divina da criação. Ela é a força que impulsiona a vida, a ternura que acalma a alma, a sabedoria que ilumina o caminho. Sua capacidade de dar vida, amar e cuidar é um dom celestial, um reflexo do amor incondicional de Deus. Em um mundo onde o tempo dança em ritmo acelerado e exige que ela seja sempre mais, impondo um peso insustentável sobre os seus ombros, ela se ergue antes do sol, não para tecer fios de linho, mas para tramar sonhos em realidade, pela fé, de joelhos dobrados perante o seu Criador. Seu coração, um diamante raro, irradia confiança e sabedoria. O lar, outrora seu único palco, agora se expande para além da sua casa. Ela é serva, mulher, filha, mãe, amiga, trabalhadora, economista, administradora, líder, artista, equilibrista. Em cada papel, ela tece fios de amor e cuidado, nutrindo a alma daqueles que a cercam. A aurora a encontra vestida de determinação, pronta para desbravar o dia. Suas mangas arregaçadas revelam a força que impulsiona seus projetos, a paixão que a faz transcender os limites do tempo. A noite a encontra com um sorriso sereno, o trabalho concluído, a alma em paz. Seus lábios, sussurram canções de ninar, proferem palavras de sabedoria e gentileza. Seus filhos a admiram, seu marido confia inteiramente nela, pois ela é a personificação da mulher virtuosa, aquela que excede ao valor de finas jóias. A beleza que a adorna não reside apenas na aparência, mas na força que emana do seu interior. Ela é a mulher que teme o Eterno, que encontra na fé a bússola que guia seus passos. Seus feitos são celebrados, sua voz é ouvida, seu exemplo inspira gerações. Suas palavras são gentis, acorda sempre com um sorriso, faz da sua casa um lar, pois apesar de poder conquistar o mundo e fazer tudo o que quiser, escolhe todas as manhãs fazer a vontade do seu Pai, pois é nEle que encontra todas as suas virtudes, sabedoria, amor, paz, graciosidade, bondade, mansidão, alegria e força. Somos a menina dos olhos de Deus, e apesar de nem tudo ser flores, ainda há flores. Resiste e perfuma, o bom perfume de Cristo! Feliz dia mulheres. 08/03/2025

⁠⁠Ao amado da minh’alma (Jesus) A multidão em festa, Mas Você me levou ao deserto
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⁠⁠Ao amado da minh’alma (Jesus) A multidão em festa, Mas Você me levou ao deserto Pra ficar a sós comigo E falar ao meu coração. Aqui eu não tenho nada. Nada além da tua companhia, Um pedaço de papel e tinta… É quando me dou conta Do ar inflando meus pulmões, Das batidas descompassadas do meu coração, Do calor aquecendo a minha pele, Do vento dançando nos meus cabelos, E eu percebo que na realidade Tudo tenho. Dentre todas as pessoas do mundo, Você. Dentre todos os abraços, o Teu. Dentre todos os olhares, o Teu. Dentre todas as vozes, a Tua. Dentre todos os perfumes, o Teu. Sempre foi Você. Obrigada por me fazer entender. Agora quebra o silêncio. Nessa guerra interna, No final, sou eu e Você. É aqui com Você que eu venço os meus gigantes Vem vencer o meu coração. Você tem liberdade, Por trás dessa dor, Destrói o que impede o amor. Lilia Raquel Farias Nunes