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Frase de Wanderley Donaire Maganha

Recentemente me apanhei divagando sobre o porquê e o para quem eu escrevo. Qual o motivo para que eu exponha minhas idéias e pensamentos? Bem eu escrevo para mim mesmo, para me lembrar de como eu penso e sobre o que eu penso. Escrevo para perpetuar minhas idéias, meus pensamentos, meus devaneios... Escrevo na vã esperança de que alguém em algum momento vai ler e compactuar com minhas loucuras, em algum momento da vida desse suposto leitor minhas palavras farão sentido, serão alento ou algo que o valha. Escrevo sobre a solidão para os solitários, sobre a embriaguez para os ébrios e sobre a loucura para aqueles que como eu, tem mil coisas na cabeça e não sabe como explicar. Escrevo porque penso, escrevo porque posso. Mesmo porque se eu fosse escrever para alguém específico eu talvez não conseguisse me expressar. Mesmo porque são poucos os que lêem algo com mais de cinco ou seis linhas. Escrevo porque se não o fizesse, ficaria talvez preso em meus pensamentos.

Wanderley Donaire Maganha

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Tem dias que eu abraço a solidão... Tem dias que a solidão me abraça.
São Paulo Esperança Centro de São Paulo, onze horas da noite, quando muitos pensam que a cidade está dormindo ou morta eis que surge movimento e vida por todos os lados. Familias inteiras revirando e separando o lixo e dele fazendo seu ganha pão. Lixo pra uns, luxo pra outros; H…
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São Paulo Esperança Centro de São Paulo, onze horas da noite, quando muitos pensam que a cidade está dormindo ou morta eis que surge movimento e vida por todos os lados. Familias inteiras revirando e separando o lixo e dele fazendo seu ganha pão. Lixo pra uns, luxo pra outros; Há vida por todos os lados, dezenas de olhos pequenos de seres peludos que se escondem durante o dia e reaparecem a noite para reclamar seu território. De repente ouço vozes numa lingua estranha e vejo jovens de nacionalidade e cultura diferentes interagindo em brincadeiras infantis e sorrindo em cumplicidade. Olho para outro lado e me deparo com uma menina de uns seis ou sete anos puxando um carrinho de ferro extremamente grande para seu tamanho, e em seu semblante onde eu esperava ver a tristeza fui surpreendido com a felicidade estampada em seu rosto de criança; a alegria e o orgulho em estar ajudando seu pai. A tristeza existe apenas naquelas pessoas que já desistiram da vida e dormem no chão no meio dos ratos, nas demais pessoas que continuam trabalhando e lutando por uma vida melhor eu vejo o brilho em seus olhos, não o brilho de lagrimas mas o da esperança e da cumplicidade nos sonhos de um futuro melhor. Morta? Não, a cidade está mais viva do que nunca.