Frase de Cristina Pinheiro Moita
Asas Anda um pássaro sem asas Vagueando neste rio, São os medos da idade Brigando ao desafio. Se for pomba que ela nasça, Com o olhar preso no céu. Talvez por mim se renasça A alegria que morreu. Adormeço no mistério Do milhafre que poisou, Quero acordar o remédio Para voar nisto que sou. E nas algas deste rio, Nestas pontes onde estou, Mergulho-me neste fastio Num sorriso que toldou. Desculpem-me este momento Enfadonho do que sou, Porque o pássaro partiu Ganhou asas e sonhou.
No pensador.ai desde