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Frase de Nadja Silva

Você virou a minha poesia sem escrúpulos... É uma degustação por palavras construindo cada frase e oração. Uma maldição exemplar fora da conduta. Só porque teus olhos me perpetuaram à uma paixão metafísica. Eu deveria lhe arrancar da mente só porque você docemente me violenta. Eu poderia lhe rasgar as roupas enquanto farejo o teu cheiro exalando o aroma da virilidade. Talvez... É que, por mais que eu me esforce, você ficou gravado em mim. Eu não consigo mais negar para mim mesma essa vontade que insiste em me visitar. O meu corpo não mente. O alto desejo me afronta. A lucidez me confronta. Você é a minha maior guerra interna. E ao mesmo tempo é tão pacífico e inexistente. Você se cala, se ausenta e se anula e então você me ganha pelo êxtase. E a gente brinca como dois animais selvagens em nossa forma bondosa de canibalismo. Eu me entrego em minha recusa enquanto você me lubrifica. Eu ti recuso mas não ti ignoro. Você manda e eu obedeço. Meu corpo ti pede e eu aceito e cedo. E, quando eu dou por mim, desde sempre foi assim. O sangue corre quente nas veias enquanto eu me desaguo nessa agressão levemente provocativa. A lógica dos sentidos se perde junto aos sussurros e aos gemidos. O melhor de tudo e esse teu jeito cortês sem intuito de me agredir. Mas é nessa hora que eu apanho simplesmente por pensar em qualquer coisa que me faça lembrar de você. Eu tenho que admitir, ah, garoto, querer você é gostoso demais. Você sabota os tons da minha aquarela no meu mundo multicor enquanto faz vibrar os tons dos meus acordes na sequência de tom maior.

Nadja Silva

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Nadja Silva

Estou sem ideias... O seu excesso me deixa em branco no espaço aéreo, respirando no vácuo. Eu rio ao mesmo tempo que me encanto.
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Estou sem ideias... O seu excesso me deixa em branco no espaço aéreo, respirando no vácuo. Eu rio ao mesmo tempo que me encanto. Me deixa sem palavras... Me deixa no silêncio pontiagudo. É um absurdo! Eu ouso me esquivar pelas palavras perdidas e te encontrar nesse resto de ar rarefeito até uma frase se completar. A minha indigestão é forte demais nesta prontidão que me deixa desperta entre loucuras e lacunas da nossa paixão. Eu não tenho condições de ser delicada enquanto a intensidade me provoca alvoroço e em mim faz morada. Cada trecho é um veneno que reflete o teu olhar, que me fez o todo repensar. Eu não sei onde começam e terminam a ilusão e a exatidão deste conto sem título, início definido ou fim concluído. É o rascunho de uma dissertação descrevendo a minha terrível contemplação do teu Ser. A história é de extrema doçura e obsessão. Eu, em você, sou a tua contramão. Você, em mim, é vias de fato. Ah, meu bem, estou sem saber como me perder destas ideias errôneas, ásperas, severas e infectas que tenho toda vez que meu instinto chama por você. Eu preciso me curar deste mau caminho adorável de lhe querer e desejá-lo. É um sentir caloroso e saboroso. Mas é bem desgarrado e desgraçado.

Eu fui me deixando guiar por você... Sem querer eu aceitei essa dança dos sentidos. E, só por isso, eu acordo com o coração aflito.
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Eu fui me deixando guiar por você... Sem querer eu aceitei essa dança dos sentidos. E, só por isso, eu acordo com o coração aflito. Eu me dispenco desse céu, sem cerimônias, no compasso dessa dança. E você me toca tão gentilmente que eu me permito a esta condição. Ser conduzida pela suprema manifestação da emoção. Eu dancei no teu olhar naquele dia que, sem palavras, você disse que me queria. É tão bela a arte das paixões que se prezam e nunca se desprezam. E nesse baile a gente dança. As músicas são cúmplices dos nossos passos em nossos descasos sentimentais. A gente nunca começou com o fim dessa dança. A gente nunca terminou o começo dessa dança. Nós sabemos que o mais gostoso é o quanto a gente se deseja nesse ritmo indecifrável e inflamável. As batidas fortes dos nossos corações acelerados são frutos de um desses amores invioláveis. A gente dança, no nosso íntimo, embalados pelo legítimo querer. É estranho e puramente ardente perceber. Nós dançamos os diversos sabores e aromas das imaginações impuras. Somos dois corpos inundados pelo desejo além do primeiro passo dado nessa dança dos pecados. A dança não terminou... O céu testemunhou. O nosso querer nunca sai fora do compasso. É estranho perceber! E a dança nem começou... O inferno atenuou. Você me deixa no céu nesse banco dos réus. Nessa dança, eu dancei.

Meu coração saiu do peito... E de repente toda aquela inquietação fez sentido. Eu fechei os olhos para não enxergar o que eu sentia.
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Meu coração saiu do peito... E de repente toda aquela inquietação fez sentido. Eu fechei os olhos para não enxergar o que eu sentia. Mas não adianta colocar a venda. Sentimento não pede permissão para a visão. Ignorância minha. A gente apenas sente e é sem querer, às vezes! E o redemoinho, por mais contido que seja, em ventos fortes faz um estrago. Meu coração saiu do peito desajeitado. Bateu forte e ritmicamente acelerado. É que a paixão que disperta a alma tem maior poder do que um amor que adormece os sentidos. É mais potente, é mais agressivo. Agonizou o amor, então, em sua antecedência de morte... Meu coração saiu do peito livre e leve como a brisa. Me trouxe as poesias mais lindas pelas mãos da força motora da paixão que me mantém vivida. E então eu me dei ao luxo de admirar o caos à minha volta. Meu coração reascendeu ao receber a ventania. Foi o brilho dos olhos teus que me deixou em harmonia. E fez meu coração sair do peito...! Então eu peguei o meu inferno e fiz de minha morada. Eu me joguei no abismo dessa paixão negligenciada. Eu me deixei pegar fogo, queimar, vira cinzas e fumaça. Eu peguei o meu bem querer e transmutei em silêncio pelo vácuo do espaço-tempo. Eis que meu coração saiu do peito endiabrado! Me faz flutuar do ceus aos infernos do modo mais vasto. Minha paixão tem a força de um tornado. Fez meu coração sair, pulsar, brilhar fora do peito...!

Porque você é meu eterno amante... E que Deus perdoe essa nossa lambança regada pelo desvio das nossas almas impuras. Às vezes o pecado tem um gosto suave marcante entre o cítrico e o adocicado.
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Porque você é meu eterno amante... E que Deus perdoe essa nossa lambança regada pelo desvio das nossas almas impuras. Às vezes o pecado tem um gosto suave marcante entre o cítrico e o adocicado. Eu gosto de ser o teu fruto comestível... Eu me satisfaço em ser aquela maçã que tu não podes comer ou conhecerás a verdade! Tão certo como o meu desejo em ti, é o meu corpo se estremecendo, se contorcendo e deixando a água correr pelos caminhos à fora. Você pode comer desse fruto proibido e ver de perto a verdade do mal. E, assim, tu me levarás aos verdes campos do paraíso, fazendo loucuras comigo. Eu quero você assim... Entregue a mim e aos meus caprichos. Você pode se entregar ao meu mal de corpo inteiro. Você pode me provar e sentenciar a sua alma. Eu vou lhe permitir vivenciar esse meu universo de mulher jogada às impurezas do mundo. Você é eternamente meu! Mesmo que não queira, será! Eu vou lhe oferecer os suspiros, os sussurros, os gemidos. Eu vou lhe ofertar a oportunidade e a sensação de me possuir em nosso cabouso de amor vulgar. O seu nome eu vou chamar... Só para reafirmar, naquele momento de prazer, que quem tem o poder de comer desse fruto proibido, é você. E nesse momento, então, o céu presenciou a festa que é o teu corpo ardente e viril fazendo o inferno no meu corpo de mulher. Você é meu... Desse jeito assim... Seremos eternos amantes do céu ao inferno. Até o fim. E que prazer é ter você para mim...