Frase de Devaneios de Eliott Ross.
A gente busca empatia e encontra hostilidade.
No pensador.ai desde
A gente busca empatia e encontra hostilidade.
No pensador.ai desde
Você já parou para prestar atenção nos detalhes mais simples da vida? Tipo a cor da camisa do porteiro, os óculos escuros engraçados da vizinha, a voz grave do motorista do ônibus. Já parou para pensar em quantas vezes você solta um sorriso bobo no dia-a-dia? Tipo quando você ou…
Você já parou para prestar atenção nos detalhes mais simples da vida? Tipo a cor da camisa do porteiro, os óculos escuros engraçados da vizinha, a voz grave do motorista do ônibus. Já parou para pensar em quantas vezes você solta um sorriso bobo no dia-a-dia? Tipo quando você ouve uma gargalhada esquisita com direito a roncadinhas, ou no tropeço de alguém andando na rua, ou numa piada contada por uma pessoa aleatória. Já parou e percebeu, que a maioria dessas pessoas que te fizeram se sentir bem e sorrir com um simples gesto, permanecem na sua vida? Direta ou indiretamente? Nem tudo é efêmero, as vezes pessoas passam pelas nossas vidas e deixam rastros, memorias, marcas, lembranças e até mesmo cicatrizes. E sempre lembraremos quem são e o que fizeram, algumas levamos anos para deixar de lado, para tirar dos pensamentos, mas uma hora ou outra isso acaba acontecendo. Elas ficam com a gente para sempre, num cantinho escondido. Somos como um álbum de memórias, registramos as pessoas que passam em nossas vidas e nunca as esqueceremos, algo sempre vai nos fazer lembrar.
Às vezes me pego pensando e percebo que a chuva não passou, o choro não cessou e que você não voltou e talvez não volte nunca mais. E o que fazer com as lembranças do nosso amor? Já joguei fora quase todas as coisas que você me deu, já coloquei numa caixa os discos, os livros, o…
Às vezes me pego pensando e percebo que a chuva não passou, o choro não cessou e que você não voltou e talvez não volte nunca mais. E o que fazer com as lembranças do nosso amor? Já joguei fora quase todas as coisas que você me deu, já coloquei numa caixa os discos, os livros, os ursos, as fotos e os poemas, mas mesmo assim você continua aqui presente, insistindo em habitar em meu peito, em minhas lembranças, em minha pele, em minha mente, em meus pensamentos. Acho que a minha sina é essa mesmo, amar e desejar quem vive muito bem sem mim, quem vive muito bem sem o meu amor. E o mais engraçado, é que você partiu, seguiu sua vida e eu fiquei aqui, em pedaços, como um vidro que cai no chão e se quebra, como um cristal que se partiu e não vai colar nunca mais, mesmo se você juntar todos os pedacinhos, não vai conseguir, assim está o meu coração, partido, quebrado, sem esperanças e com você em cada estilhaço.
O céu que eu vejo é o mesmo que você vê, mas o vemos de formas tão diferentes. O meu é bem mais triste que o seu, ele é carregado de nuvens negras e fortes pancadas de chuva. Em dias estrelados, o meu presenciou minhas tristezas, não foram apenas uma ou duas, foram muitas, até p…
O céu que eu vejo é o mesmo que você vê, mas o vemos de formas tão diferentes. O meu é bem mais triste que o seu, ele é carregado de nuvens negras e fortes pancadas de chuva. Em dias estrelados, o meu presenciou minhas tristezas, não foram apenas uma ou duas, foram muitas, até perdi a conta de quantas e elas sempre foram causadas por você. O céu que eu vejo, presenciou noites de olhos abertos por causa da insônia e das noites de prantos e garganta rasgada em meio a tantos gritos abafados no travesseiro. Houveram noites frias, em que o peito apertou, o coração chorou e a alma definhou. E muitas delas foram embaladas por silêncios gritante e cortantes. E o céu que me vê não aguentou tanto sofrimento e se debulhou em lágrimas. Meu caro, até o céu chorou por mim, várias e várias vezes. Todas aquelas gotas de água que escorrera, eram lágrimas em forma de chuva. Na janela do meu quarto, eu passava por tudo isso, calado, apenas na companhia da solidão. Fora do quarto, nunca tive tempo de chorar, pois estava usando um esboço mal feito de um sorriso, para agradar a todos, para fugir de perguntas, de julgamentos e de pessoas sem amor ao próximo. Assim como meu coração, o meu céu também se rasgou, e fez cicatrizes. E essas mesmas, no seu céu, você chama de relâmpagos e trovões, porque eles aparecem aí também. Mas você só admira a beleza e não sabe porque aquilo realmente acontece. Eu embelezo o seu céu com o meu sofrimento, com a minha dor e você nunca vai saber. O meu céu é bonito de longe, porque a distância a gente nunca consegue ver as rupturas, cicatrizes e cortes que as coisas tem, de longe tudo é mais bonito. Mas só quero que saiba de uma coisa, meu amigo: até o céu chorou comigo. É tanta tristeza acumulada, que nem o céu segurou suas lágrimas.
Hoje escorreu uma lágrima pelo meu rosto e era uma lágrima de saudade, tem horas que você a guarda tanto, que ela resolve sair por livre e espontânea vontade, para amenizar sua dor. Eu estou magoado, mas ninguém compreende as minhas palavras sussurradas, baixas, quase sem voz. A…
Hoje escorreu uma lágrima pelo meu rosto e era uma lágrima de saudade, tem horas que você a guarda tanto, que ela resolve sair por livre e espontânea vontade, para amenizar sua dor. Eu estou magoado, mas ninguém compreende as minhas palavras sussurradas, baixas, quase sem voz. A minha aparência esta horrível, faz dias que não durmo, faz dias que sinto a sua falta e eu queria que isso fosse pelo menos um pouco recíproco. A saudade bateu em minha porta, junto com ela a solidão, elas chegaram perto de mim, ficaram em silêncio e apenas me afagaram, me acolheram, me deram colo. O que mais dói, é saber que elas talvez sejam minhas únicas amigas, é saber que elas nunca vão embora, mesmo quando todos me abandonam. E eu fico aqui, abandonado, feito um cão sem dono. Esperando que passe a dor desse meu pobre coração moribundo. Que não bate mais, apenas apanha.