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Frase de Hebe marques

Recordações A rua clara,ás manhãs,tôda florida, Cheia de vida, ao sol iluminada, Acariciada palo ar de primavera, Tõda amarela, de acácias enfeitada. E essa rua risonha, pequenina, me viu menina, correndo e brincando, De pés desclços, à beira das calçadas, despreocupada, a ciranda cantando. Na casa branca, havia um portãozinho, Todo verdinho, tal qual a esperança, Onde, à terdinha, eu ficava a sonhar, A imaginar histórias de crianças. E eu cresci...aquêle mesmo portãozinho, Ainda verdinho, viu me primeiro beijo, Juras ardentes, repletas de carinho, Bôcas medrosas, frementes de desejo.... Com que anseio, aguardava-lhe a chegada, Apaixonada, sorrindo eternecida. Quanta tristeza nas lágrimas de saudade À claridade da lua, à despedida... Foi numa tarde, abriu-se o portãozinho Todo verdinho, da côr da esperança, Vendo sair a noiva mais radiosa A moça ditosa, que ele viu criança. Foram-se os anos, o tempo foi passando E desbotando o verde, a sua cor. Outras meninas brincam na calçada... Só continua igual, o meu amor...

Hebe marques

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Pensador.com

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Lembranças de São Pio Quando o sol si levanta Rezo minhas oração
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Lembranças de São Pio Quando o sol si levanta Rezo minhas oração Pidindo pra virge santa Me dá sua proteção. Trabaio o dia intero Com muitas sastifação Do mio ás criação, trago limpinho o terrero Soco o arroz no pilão. Eu gosto di trabaiá inté o sol si iscondê, pru mode di agradá O seu dotô, meu patrão Mio ôme assim não se vê. No meu carro tudo canta os boi, as roda e antão prá companhá vô contando No caminha matutando na cana que vô muê E no puxa puxa gostoso que dispois eu vou cumê. Nas festas daqui da roça Tem caxambú no terrero, na sala tem sanfonero Muié pra si namorá, Cada cabroxa bunita, toda vistida de xita Perfumada igual não á. Tem véias umas porção tem sá Carola e as afiada, e também sá Conceição Que quando toma quentão é véia mais sanhada De todas muié do salão. Quando eu conheci sá Rita De todas a mais bunita,fia do véio Tião Foi só oiá pra ela, me istalô o coração Antão pidi a mão dela e falei do meu amô Cumo papola vermeia toda avexada ficô E embaxo da bananeira nossa boca si bejô. Que falá qui so pobre, fala a tôa sem sabê Tenho sá Rita bunita e feijão pra nós cumê E o tempo vai passando, a terra vô capinando Arroz, mio e feijão pra nós dispos colhê. E sá Rita vô amando i os fio vão chegando Tem sempre argum prá nascê Tenha também meu violão Pras noites podê cantá A lua do meu sertão. Autora: Hebe da Costa Marques.