Pular para o conteúdo

Frase de Resabinar

E mesmo com esse NADA grande, torrencial e em negrito, prejudicando toda a nossa melosa história inexistente, houve algo. Pode ter existido apenas em mim, como seria bem provável. Mas nada no mundo consegue abafar os gritinhos fracos de alguma parte da minha cabeça que diz que você também viveu algo por mim, em mim – sobre mim. Não que eu esteja dizendo que fomos (ou somos) aquelas historinhas bonitinha que lagrimejam os olhos. Mas também não estou negando que a gente foi uma história. É complicado explicar algo intangível. Algo que nunca foi pros olhos ver. Mas que existiu de forma absurda.

Resabinar

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Resabinar

Desiludiram-me rápido demais, desnecessariamente. Deixassem-me com minhas contas em paz, com meus contos mágicos, feliz. Eu, um dia, quando estivesse preparada, aprenderia aos poucos que o mundo não é assim. Mas o universo fez logo de apressar a desilusão. Abruptamente desfez meu…
Continuar lendo

Desiludiram-me rápido demais, desnecessariamente. Deixassem-me com minhas contas em paz, com meus contos mágicos, feliz. Eu, um dia, quando estivesse preparada, aprenderia aos poucos que o mundo não é assim. Mas o universo fez logo de apressar a desilusão. Abruptamente desfez meu castelo, arrancou meus vestidos, desfez o bom, o saudável que tinha em mim. É saudável viver um pouco a deriva, flutuando, curtindo o mundo. Eu ainda queria ser como fui, um dia. Aquela pessoa que acreditava em coisas melhores. Eu sou pessimismo. Eu sou desleixo, canseira. Mofo. Eu deterioro um pouco a cada dia. A cada tapa. Cada medo que me vence.

É que sempre fui eu, do outro lado da ponte, chorando, encolhida, abraçada no travesseiro, controlando meu próprio choro para não acordar ninguém. É estranho ter malas nas mãos, quando o costume era tê-las sobre os olhos. É estranho eu confortar, dizer que vai ficar tudo bem. Ok.…
Continuar lendo

É que sempre fui eu, do outro lado da ponte, chorando, encolhida, abraçada no travesseiro, controlando meu próprio choro para não acordar ninguém. É estranho ter malas nas mãos, quando o costume era tê-las sobre os olhos. É estranho eu confortar, dizer que vai ficar tudo bem. Ok. Sei que essas palavras são mais para mim que para qualquer um, mas isso não atenua a estranha sensação que essas palavras trazem a boca, quando ditas.