Pular para o conteúdo

Frase de Khalil Gibran

Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama a flecha que voa, Ama também o arco que permanece estável.

Khalil Gibran

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com | Fonte: O profeta (1923). | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Khalil Gibran

Quando alcançares o coração da vida, encontrarás a beleza
Continuar lendo

Quando alcançares o coração da vida, encontrarás a beleza em todas as coisas, até mesmo nos olhos que estão cegos para a beleza.

Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o. Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos. Quando as suas asas vos envolverem,
Continuar lendo

Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o. Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos. Quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir. E quando ele falar convosco, acreditai, Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim. Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará. Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência. Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol, Também até suas raízes ele descerá. E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra. Como molhos de trigo ele vos junta a si. Vos apanha para vos pôr a nu. Vos peneira para vos libertar das impurezas, E vos mói até a alvura. Vos amassa até vos tornardes moldáveis; E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado, Para a sagrada festa de Deus. Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso coração, E com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da vida. Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor, Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor. Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso. E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas. O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si. O amor não possui nem é possuído; Pois o amor basta-se a si próprio. Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração", Mas antes, "Eu estou no coração de Deus". E não pensais que podeis alterar o rumo do amor, Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso. O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio. Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos: Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite. Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura, E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor. Amai para sangrar com vontade, e alegremente. Amai para despertar de madrugada com um coração alado, E dar graças a Deus por mais um dia.