Frase de Maria Almeida
Talvez seja a rutura radical do eu, assoberbado pela rapidez das mudanças e pelo rompimento dos espaços tradicionais. Talvez seja a transformação da própria história pessoal e inequivocamente social. Talvez seja a alteração das crenças habituais pela assimilação auto aceite de uma nova forma de pensar e de agir. Talvez seja a consciencialização de que em qualquer vivência existirão sempre dificuldades ao longo de novos percursos. Talvez seja a determinação e a firmeza em gostar da alternativa oposta. Talvez seja a conciliação da cabeça com o coração. Talvez… Desenganei-me. E a viagem interestelar continua, num convite a mim própria para a prosseguir e nela reafirmar a fé, sem erradicar as dúvidas, as alegrias e as tristezas humanas. Erradamente achei-me generosa, quando, no fundo, era egoisticamente generosa. Depois das frustrações, dos enganos e dos desenganos, das tolerâncias e da culpa indevida, esclareci devidamente, e perante mim mesma, que não sou vítima de ninguém e que o deixei de ser de mim, pois, se me atribuo direitos, deverei atribuí-los aos outros também, da mesma forma que os outros o deverão fazer relativamente a mim. Depois do vácuo autista, a aventura peculiar de uma nova rota marítima. Continuemos, então.
No pensador.ai desde