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Frase de Christie Wingler

Eu sou um fruto do niilismo? Um buraco de minhocas que ninguém sabe aonde vai dar? Sabe-se apenas que transporta, mas pra qual tempo, pra qual lugar? Só sei que, apesar de um tanto torta, as ondulações do mar, com toda a sua beleza e forma indefinida, me confortam. Porque dá pra ser disforme, enorme, e, ainda assim, pacífico. Mas por oposição ao que se espera, é o alinhado que mais me intriga: a reta que liga um ponto a outro, a ideia linear de trajeto percorrido, de coesão, de equilíbrio. Então pergunto-me: como é possível algo ou alguém se manter tão rígido? Parece fino como linha, a um sopro de embaraçar-se em nós miúdos, quase irreversíveis. E o que se mantém por muito ereto, não tende ao declive? Será que é tão ruim ser um abismo? É obscuro, eu sei. Mas cabe tudo, inclusive o nada. Essa vastidão inspira grito que ecoa, inenarrável e um silêncio desconhecido, interminável. Não há régua que meça a altura ou a dimensão. E é nessa incerteza que se arrasta, que nos tornamos livres de toda crença, de todo medo, de toda razão, inexoráveis apenas por existir.

Christie Wingler

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Christie Wingler

Ei querida, por que está aqui? Disse ele cautelosamente sem querer invadi-la. - Estou olhando os lugares em que estive, quando ainda havia um pouco de mim aqui. Então, ele olhou para os olhos opacos da bela garota, e pode sentir a dor lhe cortando em fundo… Sentou-se ao lado de…
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Ei querida, por que está aqui? Disse ele cautelosamente sem querer invadi-la. - Estou olhando os lugares em que estive, quando ainda havia um pouco de mim aqui. Então, ele olhou para os olhos opacos da bela garota, e pode sentir a dor lhe cortando em fundo… Sentou-se ao lado dela, e perguntou-lhe com um ar de duvidas: - E por onde foi “você” que não está mais aí? -Ah, meu senhor! Fui-me junto com as promessas, e restou-me apenas solidão. Então, pelas doídas palavras ditas, pode notar que já não se tratava de amor, e sim da falta dele. Secando os olhos o senhor abaixou um pouco a cabeça, e começou - Sabe, querida! Já amei muito uma bela moça, no rosto dela era estampado um grande sorriso, realmente apaixonante, os cabelos ondulados desciam pelos ombros, e contornavam a cintura; E os olhos… Ah aqueles olhos… havia um brilho, um grande amor pela vida! Era tamanha beleza… realmente de se admirar. Houve um breve silêncio, o olhar do senhor estava sem foco os pensamentos distantes, e em seu rosto reinava um sorriso onde se via saudade […] Ele estava por prosseguir quando a jovem tirou forças dentre seus soluços, cortando o silêncio: - E onde ela está agora? - Não sei, mas peço todas as noites para as estrelas que ela esteja sorrindo. A jovem surpreendida com o olhar sereno do senhor, supôs que não tivesse entendido o que havia acontecido e perguntou-lhe sem ao menos perceber que não houve cautela alguma: - Ela te abandonou? E o senhor não tem ódio dela? O senhor não se importou com a frieza da garota, nunca se deve esperar doçura de alguém que acaba de ter o coração partido. - Querida, não se deve odiar uma pessoa por deixa-la… Todos nós buscamos por felicidade, ela era a minha felicidade, não fui a dela. Suspirou pausadamente com tristeza mas sorriu e prosseguiu: - Uma parte de mim chorou ao perde-la, mas a maior parte sorriu por saber que ela seria feliz. A Jovem enxugou os olhos, sorriu. Realmente as palavras tinham a envolvido. […]

Não aqueça as noites frias, não revele o outro lado da rua que estava encoberto pelo sereno, não derreta a neve do meu teto, e não acabe com o gelo do meu coração. Quando há data prevista para partir. Então não traga o sol aos meus dias, deixe-me em meus cobertores, neste eterno…
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Não aqueça as noites frias, não revele o outro lado da rua que estava encoberto pelo sereno, não derreta a neve do meu teto, e não acabe com o gelo do meu coração. Quando há data prevista para partir. Então não traga o sol aos meus dias, deixe-me em meus cobertores, neste eterno inverno.