Frase de Morgado Mbalate
Morada Teve um dia que tinha um rio correndo na palma da minha mão. Segurei esse rio pensando que de um lápis se tratasse. E tentei escrever um poema na pele de um passarinho encostado ao chão. Tentei também fotografar à voz de uma árvore. Entretanto só consigui beijar o corpo da luz. De súbito nasceram grãos de água do lado de dentro da minha alma. Fiquei feliz por ter tentado construir uma casa com poesia na imaginação. No entanto, o que aprendi mesmo foi que à minha única vocação é estar sozinho. Desde àquele dia minha alma passou a ser à morada do ciclo do vento. Morgado Mbalate Poema distiguido no Solar de Poetas na semana de 25 a 31 de Maio de 2014
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