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Frase de Enide Santos

Epístola-19 Fragmentos de mim Regressando do amor... Uma bagagem pesada repleta de dores e de saudades, farto de emoções e ilusões. Dormi tantos dias com teu amor aquietado ao meu coração. E em tantos outros quando acordava, sorria, sabia que era por você que aflorava a minha paixão, e ao me deparar com o dia em que todas suas horas estão vagas de ti. Ah! Meu Deus talvez fosse mais fácil apenas dormir e dormir. Agora a noite repousa em meu peito, dosa de instantes vagos os meus sonhos. Resta-me acolher as dores das lembranças e das saudades que hão de perdurar sem pedir licença.Tenho agora a sensação do nada e poder do tudo ao meu dispor. Mas estou frágil demais até mesmo para chorar porque sinto pesar por você não ver as minhas lágrimas, por não presenciar toda intensidade do que elas realmente significam, a elas não são dadas o devido valor. (Parece que o mar verte de mim). Tenho que arrancar as raízes que estão presas a minha alma, sem ter o direito de fraquejar, e tenho a obrigação de aceitar que você simplesmente se vá. Está intacto em mim o amor. E nada mais sou agora que um vândalo exterminador. Eu era amor e paixão Agora sou aniquilação. Recolho-me ao silêncio que se faz em mim. E por todas as outras forças da natureza permaneço. Hoje quando acordo ainda me vejo, ainda sou eu sem ti Sou eu com todas as outras coisas do mundo que não substituem você. Mas sou eu com todas as outras coisas regressando do amor. Enide Santos 21/09/14

Enide Santos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Se... Essa tristeza quase concreta Se não fosse meu sorriso
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Se... Essa tristeza quase concreta Se não fosse meu sorriso Essa história quase real Se não fosse a ilusão Esse medo quase perfeito Se não fosse minha a solidão. Enide Santos 17/03/19

Insônia... Eu já não grito mais com ruídos Já não faço mais questão de cuidar nem do meu umbigo.
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Insônia... Eu já não grito mais com ruídos Já não faço mais questão de cuidar nem do meu umbigo. Já estou perdido neste mundo de imensidão Sou um corpo sem alma prestes a incineração Não viajo mais em minhas memorias Estou farto de tudo que dizem os que dão esmolas Sou um ponto sem ter um final Tenho em mim a razão de se fazer o temporal Não olho mais a dimensão das feridas Estou pouco me importando se não cicatrizam Sou aquele medo que habita um olhar Sou a flecha escolhida pronta a perfurar Sou a noite de que quem em sonhos revira o luar Sou a duvida do tempo ferindo o lembrar Sou o peso do abismo impedido de voar Eu sou a estrada de quem quer se encontrar. Sou o que o tempo proporciona Bem vindo ao meu momento de insônia! Enide Santos 13.07.17

Puro prazer Teus olhos já não fogem mais de mim Agora me buscam
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Puro prazer Teus olhos já não fogem mais de mim Agora me buscam Como borboletas a um jardim. Retorna tua boca Para encontrar-se com a minha Assim como a abelha a sua rainha Tuas mãos conseguem me enxergar Assim como a terra Delineia o seu mar. Ah, a tua pele! Que seu calor busca me doar Assim como o sol aquece o ar. Nada é por obrigação Apenas por prazer Amor e paixão. Enide Santos 20/07/15

Fluxo do tempo Boca devoradora do tempo que tudo vai apagando
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Fluxo do tempo Boca devoradora do tempo que tudo vai apagando varrendo da vida todo o encanto Pincel fixador de temporadas que tudo vai delineando e os seus dias e noite vão se devorando Fazedores de passado seguem seu compasso passou, passou deixou de ser Varreram-se-lhe da mente todas as ilusões. De que o fluxo do tempo Não se estanca, não. Somente em lembrança se refaz o momento que jaz.