Frase de Charlanes Oliveira Santos
Erguido sob o manto da noite, onde a lua não me alcança por decisão própria O frio das escamas negras na alma se lança contra minha própria carne Eles rastejam, sibilam, nas sombras se escondem O câncer que cresce, na escuridão responde em sussurros tenebrosos Já não sei se estou vencendo ou perdendo á guerra... A casca seca do meu ser, no sangue pulsante estala Na escuridão da noite, minha existência se cala O medo e a incerteza, nas sombras corro Braços feridos, respiração ofegante, no vazio meu socorro O vento sopra, leva a areia, o tempo e o cansaço Lâminas cortam pensamentos, no peito o espaço Empurrado para fora, pelos outros sou puxado Sem sentir, sem emoção, ao desconhecido sou arrastado Nas águas turvas me afogo, com a dor oca a me guiar Para um novo ser surgir, outro tem que se apagar O relógio frio gira, no vazio as horas a marca meu eu na incerteza Sem sentir, sem noção, deixo a correnteza me levar Busquei luz em corpo de metal, afiada a plantar a dor que me liberta me faz sentir, sentir que estou vivo Três ciprestes, só dois ficaram, no equilíbrio a balançar nesta gangorra Pequenas coisas me engrandecem, o relevante não consigo tocar
No pensador.ai desde