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Frase de Lucas Ferreira Torres

⁠Não sou o que se vê. Em um deslize, Sou o que em teus agrados tempesteia Um tom fúnebre e rasga tua veia Nas linhas do Destino que eternize, Que tenebrosamente a dor te instaura De seus lábios não teres mais tocado; De Sêneca ao ébrio, venerado, Sou o Tempo, fugaz e sinistra aura. Dir-me-ás: "Que injustiça! Por que escapas De mim quando me falta mais a vida E fechas, prematuras, as etapas?" Consumados os séculos, roída Tua carne em horror, vais ver: derrapas Na ilusão de uma fase usufruída.

Lucas Ferreira Torres

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Pensador.com

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⁠Memória: que vigor tem para à dor Sujeitar-me. Regresso em vão no Tempo E do que foi - fatal - viro detento, Do remorso me tendo receptor. Memória: lutuosa, trepidante; Mesmo que na masmorra seja presa, Nas mentes mais calosas, de agudeza, Às ruínas de agrura é instigante. De reflexões na vida o império alcança, Correntes de incertezas já levanta Do passado infinito a guilhotina. Assombrada, troveja, cinza, canta A música da Morte, o vivo encanta: Em estupor o caos me alucina.

⁠⁠Visão minha cerra Do próximo ser A história que berra
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⁠⁠Visão minha cerra Do próximo ser A história que berra O antigo viver. Memórias distantes De fados semblantes São rastros flagrantes Do meu padecer. A dor que se encerra No seio pra guerra Visão minha cerra Do próximo ser. E fende a vivida Presença a prisão Na água aguerrida Da minha visão. Abranda do vulto O mal resoluto O nobre atributo Do agora: tensão. Hesita rompida A estrada da vida E fende a aguerrida Presença a prisão. Que Deus me suporte Trilhando o porvir. Morri sob o forte, No forte nasci. Incógnitas cores Que tingem as dores Do céu de terrores Me têm a cair. Nas brumas da sorte Do vale da morte Que Deus me suporte Trilhando o porvir.

⁠Desvendo, introvertida e tão dolente, Com o verso, que acorda e nada oculta, A rosa cuja espada vil se sente
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⁠Desvendo, introvertida e tão dolente, Com o verso, que acorda e nada oculta, A rosa cuja espada vil se sente No arrebol das paixões da vida adulta. Aos grilhões do encanto me condeno A cultuar, honrado, suas formas, Admirando da lâmina o veneno E queimando na dor de suas normas. Ainda que aflições tenha por lemas, Manifesta-se a rosa com estima, Que dos versos se adorna nos dilemas. Se no segredo o amor rasga e se firma, Deixe o mundo que fervam os poemas, De onde revela o mal a triste rima!