Frase de Lucas Ferreira Torres
Não sou o que se vê. Em um deslize, Sou o que em teus agrados tempesteia Um tom fúnebre e rasga tua veia Nas linhas do Destino que eternize, Que tenebrosamente a dor te instaura De seus lábios não teres mais tocado; De Sêneca ao ébrio, venerado, Sou o Tempo, fugaz e sinistra aura. Dir-me-ás: "Que injustiça! Por que escapas De mim quando me falta mais a vida E fechas, prematuras, as etapas?" Consumados os séculos, roída Tua carne em horror, vais ver: derrapas Na ilusão de uma fase usufruída.
No pensador.ai desde