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Frase de Emmanuel Miguel

⁠Um poeta é como um pássaro Que se abstém na escuridão E canta para se confortar De sua própria solidão. Seus ouvintes contemplam seu gorjeio: Singular melodia de uma invisível canção. Se sentem comovidos de coração cheio, Ainda que não saibam o motivo e razão. Insatisfeitos com sua liberdade, Enjaulam sua virtude. Ególatras detentores da verdade, Juízes levianos de absoluta piedade. Não sabem que o canto da ave É seu aprumo de criticidade? Engaiolado não possui identidade, E agora suas notas não têm mais sonoridade. Por isso te peço e te imploro Que deixe os pássaros com cânticos livres. Deixe-os cantar em sua feliz retidão. Deixe-os partilhar da liberdade com os outros. Prosperarem para além da medíocre escravidão. Apreciem seu regorjeio de cativante galardão.

Emmanuel Miguel

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Dê-me uma razão para lutar pelo mundo, Se por entre a iniquidade não existe um ideal. Em seus olhos, o vejo moribundo.
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⁠Dê-me uma razão para lutar pelo mundo, Se por entre a iniquidade não existe um ideal. Em seus olhos, o vejo moribundo. Esperança é uma meta irreal. Dê-me uma razão para ver o dia passar; A dor e a tristeza simplesmente não vão embora Desculpas não podem disfarçar As cicatrizes que vão ficar... Por que em minha existência devo continuar? Dê-me uma razão para acender as luzes, A escuridão me cerca dia e noite, Exacerbe minha existência de regozijo em solidão, Onde o silêncio soa como açoite E a paz alteia como sublime galardão. Dê-me uma razão para ficar aqui e tentar. Por que não posso, como a águia, para longe voar? Memórias vão se apagar, a cada dia se afastar; Esperanças e sonhos não realizados, Eu gostaria de poder partir... Minha ausência é tão despercebida Que ninguém sequer vai sentir. Dê-me uma razão que justifique minha existência, No arcabouço da razão, Emoções evadem entre os vãos; A morte no interior é velada pela aparência; O tempo escorre pelas minhas mãos, Transtornado ante o mundo absorto em insolência... Assim como a foice não é talhada pela flor, Você desperdiça seu tempo com quem te adverse, Acoimado por uma febre de rancor, Além de sua estreita visão, a realidade desaparece Como a razão perante o amor... Consegue ver seus dias arruinados pela escuridão? Concebido sobre a solidão que exorta, Preso em um mundo de isolação Enquanto a verdade bate à sua porta. Minha solidão não pode ser roubada Sem que me ofertem verdadeira companhia. Parado num momento de ensimesmo, Não sei se o medo é de nunca mais sentir igual Ou de voltar a sentir o mesmo. Dê-me uma razão Para isso então justificar: O que te impede de soltar O peso que não te deixa voar?

⁠Sorria! Viva a alegria, E acentue com euforia.
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⁠Sorria! Viva a alegria, E acentue com euforia. Faça da vida uma poesia Que ressoe com melodia. Orquestre com harmonia E edifique com mestria. Diga em voz alta Do que gostaria, Mas diga sem falta E com muita empatia. As luzes da ribalta Lhe concedem autoria, Você é o nauta Que governa a maresia! Não se curve à esta malta, Vamos juntos à utopia!

⁠Tudo começa Com festa e alegria. Sem muita pressa,
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⁠Tudo começa Com festa e alegria. Sem muita pressa, Com paz e harmonia. O desenvolver Exige mais atenção: Da alegria ao sofrer, Da harmonia à tentação. Grandes batalhas vão acontecer, Mas vitórias também virão. Tudo o que acontece É passageiro. O que parece, É rasteiro. O que desconhece, É forasteiro. Tudo termina Num último suspiro. O que abomina, Ao outro se ensina Que tudo não passava De uma mera rima.