Frase de Samuel Eduardo Fortes
O Entardecer No zênite áureo, o sol, fulgurante brasa No ocaso se esvai, em apoteose de luz O dia fenece, a noite se anuncia No crepúsculo vespertino, que seduz Nuvens, nimbos de algodão, emolduram o céu Pintadas de tons ígneos, de rubi e carmim O astro rei, em êxtase de beleza No horizonte se dissolve, em sublime fim Sombras se alongam, em espectros da penumbra Enquanto a lua, pálida, surge no arredores O silêncio da noite, canção que acalma Em contraste com o fragor do dia que se extinguiu Pássaros Em algazarra vespertina Buscam abrigo em entre as vestes forragem em Camanducaia A natureza se recolhe, em sono profundo Sob o manto estrelado, infinito e multicor O entardecer, enigma indecifrável Momento de transição, de melancolia e paz A esperança que renasce, jamais se desfaz E se a nostalgia paira no ar A certeza de um novo alvorecer nos conforta O sol, em sua dança milenar Promete um despertar, que a alma transporta Noite adentro, o cosmos se revela Em constelações que nos guiam na escuridão O entardecer se cumpre, a vida segue Em eterna busca por luz e razão
No pensador.ai desde