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Outras frases de Odailta Alves

CHEGA (Odailta Alves) Chega! A partir de hoje
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CHEGA (Odailta Alves) Chega! A partir de hoje Nada de morena Parda, da cor Só responderei: Negra! Negra mulher Negra espinho Negra flor Sem progressivas Nem chapinhas Encrespada Empoderada Liberta do ditador Chega! Sairei de torço Pelas ruas E torcerei O teu olhar reprovador!

LÍNGUA (Odailta Alves) Minha língua brasileira Toca a língua de Pepetela
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LÍNGUA (Odailta Alves) Minha língua brasileira Toca a língua de Pepetela E tudo o que não é lusitano Sua doçura, malemolência Herdamos da beleza dela O tempero baiano O cochilar na rede Dando dengo ao caçula Toda! Toda sua formosura Tudo o que a faz mais bela Minha língua brasileira beija Engole a língua de Agualusa São tantas palavras, Fonética, fonologia Que minha poesia Da África se lambuza Com seus versos pretos De dor e alegria.

INDIGNAÇÃO Meus versos São vômitos de indignação
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INDIGNAÇÃO Meus versos São vômitos de indignação Contra um país Onde “ninguém é racista” Mas a todo instante Ouve-se o arroto da escravidão A favela é preta O presídio é preto As calçadas e cozinhas Seguem o mesmo padrão E nas escolas do eurocentrismo Só há espaço para o Cristianismo E aos negros sobra A estatística da evasão.

Meus versos são vômito de indignação Contra um país onde ninguém é racista Mas a todo instante ouve-se o arroto da escravidão
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Meus versos são vômito de indignação Contra um país onde ninguém é racista Mas a todo instante ouve-se o arroto da escravidão A favela é preta! O presídio é preto! As calçadas e cozinhas seguem o mesmo padrão. E na escola do Eurocentrismo Só há espaço para o Cristianismo. E aos negros: sobra o arroto da escravidão!