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Frase de Pe. Zezinho

Utopia Das muitas coisas Do meu tempo de criança Guardo vivo na lembrança O aconchego de meu lar No fim da tarde Quando tudo se aquietava A família se ajeitava Lá no alpendre a conversar Meus pais não tinham Nem escola, nem dinheiro Todo dia, o ano inteiro Trabalhavam sem parar Faltava tudo Mas a gente nem ligava O importante não faltava Seu sorriso, seu olhar Eu tantas vezes Vi meu pai chegar cansado Mas aquilo era sagrado Um por um ele afagava E perguntava Quem fizera estrepolia E mamãe nos defendia Tudo aos poucos se ajeitava O sol se punha A viola alguém trazia Todo mundo então pedia Pro papai cantar com a gente Desafinado Meio rouco e voz cansada Ele cantava mil toadas Seu olhar ao sol poente Passou o tempo Hoje eu vejo a maravilha De se ter uma família Quanto muitos não a tem Agora falam Do desquite ou do divórcio O amor virou consórcio Compromisso de ninguém E há tantos filhos Que bem mais do que um palácio Gostariam de um abraço E do carinho entre seus pais Se os pais amassem O divórcio não viria Chamam a isso de utopia Eu a isso chamo paz.

Pe. Zezinho

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Pensador.com

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Outras frases de Pe. Zezinho

Há certas coisas que cabem melhor dentro do silêncio; outras cabem muito mais ainda nas mãos de Deus.
Mensagem: "Não há palavras para expressar essa dor. Não há livro que a descreva. Por isso, o melhor jeito de consolar é falar pouco, orar junto, sentir junto e estar presente, cada um do jeito que sabe.
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Mensagem: "Não há palavras para expressar essa dor. Não há livro que a descreva. Por isso, o melhor jeito de consolar é falar pouco, orar junto, sentir junto e estar presente, cada um do jeito que sabe. Palavras não explicam a morte de alguém querido. Sabem disso o pai, a mãe, os filhos, os irmãos, os avós, o namorado e a namorada, o marido e a mulher, amigos de verdade. Quando o outro morre, parte do mistério da vida vai com ele. À parte que fica torna-se ainda mais intrigante. Descobrimos a relação profunda entre a vida e a morte, quando alguém que era a razão, ou uma das razões, de nossa vida vai-se embora. Para onde? Para quem? Está me ouvindo? A gente vai se ver de novo? Como será o nosso reencontro? Acabou-se para sempre, ou ela apenas foi antes? Por que agora? Por que deste jeito? As perguntas insistem em aparecer e as repostas não parecem claras... Dói, dói, dói e dói... Então a gente tenta assimilar o que não se explica, cada um do jeito que sabe. Há o que bebe, o que fuma, o que grita, o que abandona tudo, o que agride, o que chora silencioso num canto, o que chama Deus para uma briga, o que mergulha no fatalismo e o que, mesmo sem entender ou crer... Aposta na fé! Um dia nos veremos de novo... Enquanto esse dia não vem, quem eu amo, que se foi, me vê, me ouve e ora por mim, lá junto de Deus. Para ela, a vida tem, agora, uma outra dimensão... Alcançou o definitivo. Quem fica perguntando e sofrendo somos nós. Mas, como a vida é um riacho que logicamente deságua, a nossa vez também chegará e, quando isso acontecer, então não haverá mais lágrimas. As que aqui foram choradas terão a sua explicação. Por enquanto, fica apenas o mistério. Alguém que não sabemos, porque nasceu de nós, e porque cresceu em nós, porque entrou tão de cheio em nossa vida, fechou os olhos e foi-se embora. Quem ama de verdade não crê que se acabou. A vida é uma só: começa aqui no tempo e continua, depois, na ausência de tempo e de limite. Alguém a quem amamos se tornou eterno. E essa pessoa já sabe quem e como Deus é! E também sabe o porquê de sua partida... Por isso, convém falar com ela e mandar recados a Deus por meio dela. Se ela está no céu, então alguém, além de Deus, de Jesus e dos santos, se importa conosco. Definitivamente, não estamos sozinhos, por mais que doa a solidão de havê-la perdido. Mas é apenas por pouco tempo. Quem amou aqui, sem dúvida, se reencontra no infinito..." (Pe. Zezinho)