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Frase de Jovina Benigno

⁠Peço-te, não me perguntes o porquê minhas pestanas de neve levam meus versos à Roma incendiada dos desejos sou delicada consigo, nunca arlequim zombando da dor dos acúleos da carne em tua carne o amor, por vezes muitas é doce máscara da vilania, flora à mercê da lagarta -rosada de nossos repentes. pois, aquieta-te e deixe quietos o sanguinho dos meus poemas no arrastamento de meus pés.

Jovina Benigno

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Pensador.com

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O RAPTO DAS FLORES⁠ A salsa sobre o arroz branco refogado a teu gosto
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O RAPTO DAS FLORES⁠ A salsa sobre o arroz branco refogado a teu gosto adereço em teu prato e aquela toalha fina sempre dormindo num canto que ponho só no Natal fazem da mesa um quadro são regalos ao teu amor, do que em te amo, Lepanto o copo d’ água espera a flor bela que não trago pois deu-se de um apaixonado em pranto deixar órfão de borboletas e perfume o jardim que tem teu nome, encanto Jovina Benigno

⁠Mãos dadas com a irmãzinha do meio dedinhos entrelaçados em esteio a trança só o sono desfazia
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⁠Mãos dadas com a irmãzinha do meio dedinhos entrelaçados em esteio a trança só o sono desfazia as mãozinhas caiam das redes pingentes do amor ingente As mesmas mãozinhas em haicai que queimavam o carvão para o jantar as mesmas a lerem os gibis clandestinos censurados pelo zelo do pai As mesmas mãozinhas que brincavam de pedra cedro esmero nos trabalhos da escola nas declamações emérita inspiração. herança da mãe Mãozinhas de fala e sentir decifram a mímica do amor a viagem da trança de mãos a aniagem de linho o ninho que nos trouxe até hoje

⁠MEU NOVO ANO Meu novo ano, pensei seria fácil passar pano bento
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⁠MEU NOVO ANO Meu novo ano, pensei seria fácil passar pano bento lavar os pés dos teus prévios O que jurei no velho que se despede e te recebe com fogos, esquece. nem chegou a cair umbigo pois dévio destino ocorreu-me Lembra do mantra do arrebento do mar Chuá … Chuá…? Repeti-o até a língua cansar e perder de velhos os dentes O mar nada levou para as sereias afundarem: nem a mão que tampa minha boca nem a Tal dele transformou-se cinza o sapato ainda é o mesmo os calos também ainda me ardem a caminho das praças de pires nas mãos Meu novo ano, minhas macambúzias insurreições não foram solitárias e até deixaram pálidos muitos cínicos de cheios bolsos cujos ócios muito rendem Tombou o valo nas batalhas me agouram tal mortalha de vivo mas encontrei na palha do tempo meu Novo Ano o mapa do Tesouro de Sierra Madre já gastei por conta, que a vida é sopro