Frase de IsleneSouza
O Gigante de Argila No ímpeto do encontro, o tremor me invadiu, Diante do homem-muro, a fala se partiu. Eu, que das palavras faço ponte e morada, Fui silenciada pelo nada, na alma intimidada. Vi em seu olhar a poeira da indiferença, Onde a dor do outro é sentença ou ausência. Eu levava o cansaço e o peso da agonia, Ele, o título frio que de humano nada trazia. Especialista em normas, mas analfabeto do ser, Usa a praxe do descaso para não se comprometer. Dono de um mundo pequeno, cercado de poder, Não vê que a própria vaidade o impede de crescer. Na despedida, o gelo tentou me contagiar,Pensei em ser fria, pensei em também me fechar. Mas me diminuir? Nunca. É no lutar que me refaço, Recolho meus dados e ocupo o meu espaço. Basta da opressão dos que se acham gigantes, Medíocres que ignoram os corações pulsantes. Lamentável é o cargo que não conhece a empatia, Pois quem não sabe cuidar, na verdade, se esvazia. Poesia de Islene Souza
No pensador.ai desde