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Frase de Carolline Milici

Eu não quero ser mais a metade de ninguém. Não quero ser a metade da laranja, a parte que falta. Não quero ser uma paixão marcante, a garota que beijava bem, a mulher estupidamente incrível que não pega no pé, que não reclama, que não briga. Não quero ser um robô, nem uma boneca inflável, tão menos quero ser uma relíquia. Não quero ser oito ou oitenta. Não quero ser 1/3 ou 1/8 ou meio ou dois quartos. Não quero nada disso! Não quero ser o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro abraço, a primeira decepção. Não quero marcar as pessoas. Eu não quero ser uma lembrança, um momento inesquecível, uma memória boa. Não quero ficar guardada, não quero ficar presa, não quero virar mágoa ou decepção. Eu não quero ser um capítulo, não quero ser história, não quero ser um livro. Não! Não, eu não quero nada disso! Eu já fui tantas coisas. Já fui amiga, já fui irmã, já fui a garota dos sonhos, já fui um desejo, já fui o deleite de alguém e já fui princesa num cristal. Já fui metade, menos do que isso, já fui mais, mas ninguém quis. Já fui interessante, quieta, misteriosa, delicada, engraçada, muleca, aspirante a stripper. Já fui tantas coisas, mas nunca fui inteira. Nunca fui tudo. Não faço parte de nenhum presente, muito menos pertenço a algum futuro. Sou filme, mas não vida. Sou canção, mas não poema. Sou memorável, mas não passo disso. Eu não quero ser isso ou aquilo, eu quero ser uma pessoa, ou melhor, eu quero ser A pessoa. Eu quero estar viva na vida de alguém, eu quero estar presente, eu quero ser inteira, eu quero ser aceita, eu quero poder mostrar quem eu sou sem ter que virar apenas uma boa recordação, uma aventura inesquecível.

Carolline Milici

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Carolline Milici

“Hoje, ela acordou. Colocou sua melhor roupa. Deu uma bagunçada no cabelo, e se admirou. Se admirou como uma pessoa em paz faz. Reparou em cada detalhe seu, principalmente no olhar sedutor, que com o sorriso se faz meiga e encantadora. Aumentou o som, um pouco. Fez o que gostava…
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“Hoje, ela acordou. Colocou sua melhor roupa. Deu uma bagunçada no cabelo, e se admirou. Se admirou como uma pessoa em paz faz. Reparou em cada detalhe seu, principalmente no olhar sedutor, que com o sorriso se faz meiga e encantadora. Aumentou o som, um pouco. Fez o que gostava de fazer. Escrever, cozinhar e desenhar. Passou o dia na serenidade daquele início de Abril. Ela não estava mais pelos cantos, chorando ou se lamentando. Ela está leve. Não precisa mais se importar com coisas banais, e desnecessárias, não que o amor seja desnecessário, mas aquele tipo não fazia mais sentido, não há amor quando só uma pessoa ama. Como ela estava… repleta de vida. Repleta de vida que ela já não tinha há um bom tempo. Ela se cansou. Cansou de passar pelo outros e ser só mais uma sombra. Cansou de não ser notada. Cansou de ficar se preocupando com nada, esquecendo de si mesma. Esquecendo que a vida é para ser vivida, não para ser observada. Porque era isso que ela fazia, observava tudo no silêncio, cada detalhe. Ela tinha se cansado de só existir, ela queria viver. Fazer tudo melhorar. Agora, em paz, no sereno da sua alma, ela vê que só ela podia fazer as coisas melhorarem. Só ela podia fazer com que fosse notada, fazer com que as pessoas quisessem sua companhia. Só ela podia se completar, e se fazer feliz. Livre. E, fez. E, faz. Hoje ela entende que a felicidade é uma busca pela qual ela vai procurar a vida inteira, que só ela é capaz de transformar um papel amassado, em um pássaro que está pronto para conhecer o mundo.”

“Não era só mais um domingo chuvoso onde ela se encontrava olhando as mínimas gotas de água que escorriam pelo vidro de sua alma. Ela ouvia seu coração batendo, seus sentimentos indo embora, tudo que um dia ela achou que conheceu estava dizendo adeus, para sempre. Ela se privava…
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“Não era só mais um domingo chuvoso onde ela se encontrava olhando as mínimas gotas de água que escorriam pelo vidro de sua alma. Ela ouvia seu coração batendo, seus sentimentos indo embora, tudo que um dia ela achou que conheceu estava dizendo adeus, para sempre. Ela se privava de seus sentidos, porque sabia que eles eram mais aguçado do que o normal, não valia a pena tentá-los desse jeito, não a troco de nada. A ideia de ser imune, invulnerável a qualquer tipo de emoção era arrasadoramente tóxica. Era venenosa, mas como sempre, só mais uma vez, ela tinha que se entregar a toxina. Ela já a conhecia, sabia como funcionava, sabia que lá na frente teria suas consequências, mas e daí? Nada tão doloroso quanto se sentir usada, e iludida, como se toda sua história tivesse sido confiada nas chamas da estupidez. Estúpida era ela acreditando, e confiando. E, daí que o veneno a consumiria? A frieza, e a indiferença sempre foram suas melhores amigas, sempre se privando dessa estupidez que chamamos de “paixão”. Ela fora avisada várias e várias vezes que sua falta de estabilidade a traria consequências terríveis, como se tudo isso já não fosse esperado. Quando ela era uma “princesa de gelo”, não se magoava, ou se feria, ou muito menos compartilhava seus desejos e seus medos. Não deixava ninguém chegar tão fundo assim. E daí, que acabaria sozinha e mal-amada? Quem liga para esse tipo de coisa? Gostava mesmo da chuva, do domingo tedioso, onde só olhar para o horizonte bastava. Para quê se iludir novamente? Quando ela era inabalável, não se entendia com emoções, sentimentos e preocupações desnecessárias. Era forte, destemida. Poderosa. Era do seu jeito, ou nada feito. Era na hora que queria, ou nada feito. Era com suas prioridades, ou nada feito. Era sem sentimentos e ilusões, ou nada feito. Era do jeito da “princesa de gelo”. Tudo simples. Tudo fácil. Tudo planejado. Tudo mal resolvido. Tudo sem sentimentos. Tudo sem seu sentido aguçado. Tudo sem vida…”

A indignação quis passar pela minha cabeça hoje. Engraçado que hoje é 1º de Abril, coisa mais irônica? Percebi que existem pessoas tão falsas ao ponto de se perderem no mar de mentira delas mesmas. Pessoas que um dia chegaram a ficar do seu lado, chegaram a te dar lições de moral…
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A indignação quis passar pela minha cabeça hoje. Engraçado que hoje é 1º de Abril, coisa mais irônica? Percebi que existem pessoas tão falsas ao ponto de se perderem no mar de mentira delas mesmas. Pessoas que um dia chegaram a ficar do seu lado, chegaram a te dar lições de moral. Não há tamanha tristeza, ou na verdade, pena! Tudo que eu sinto é pena. Pessoas que se perderam e não conseguem mais se encontrar, vivendo num mundo de ilusões e faixadas. Será que seus pais te ensinaram esses valores? Eu garanto que a resposta é: não. Valores que hoje não importam. Mentiras, ilusões, promessas e cinismo. Onde vamos parar? Se eu disser "sinceridade" eu garanto que a maioria não sabe o verdadeiro significado dessa palavra. Tantas idiotices que cansa. Cansa esse ciclo estúpido. Cansa ter que aturar as pessoas querendo chamar atenção de um jeito ou de outro. Por isso eu sinto pena. De verdade. Pelos pais, pelos irmãos, pela pessoa mesmo. Porque uma hora todo mundo tem que descer da montanha-russa, e nessa hora o mundo vai desabar, e não haverá chão que segure esse mar de falsidade. Pena, porque eu sei que no final vai ser doloroso, e vai doer em mim porque eu vou ser tão imune a esse tipo de pessoa que eu não vou poder ajudar, não vai me interessar. Que irônico, não? Pra quê dia da mentira mesmo?