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Frase de Mafê Probst

⁠Não me demoro. Tenho pressa por seguir, tenho sede de descoberta. Meu corpo é um antro de curiosidades, inquietações e ansiedade. Vibro numa urgência estranha, que me cala e me fascina. Quero provar o mundo. Meus olhos se tornaram peritos em esquadrinhar cantinhos e ler pupilas. Gosto da leitura das pessoas e do encantamento dos detalhes. Vezenquando me permito ficar, só para curtir mais um pouquinho e pegar algum sorriso estranho e guardar na bolsa. Tenho mania de guardar sorrisos & sotaques; um hábito que não lembro quando adquiri, mas que não faço a menor questão de perder. Coleciono histórias e bons momentos, divididos em generosos goles de vinho. Tenho alma curiosa de vida; tenho pressa por viver...

Mafê Probst

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠vezenquando tento me vestir da mulher que quero ser. tem dias que a rotina
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⁠vezenquando tento me vestir da mulher que quero ser. tem dias que a rotina engole um pouco mais & ainda assim, me apaixona. houve um tempo que eu não sabia equilibrar os sonhos que, hoje, carrego firme na palma das mãos… viver é deliciosamente caótico

⁠Em algum momento, entre os excessos de pertencimento, deixei de caber. Vi destoar as expectativas, assisti, lentamente, cada palavra morrer. Eu tagarelava, n’outros tempos, mil verdades em entrelinhas que me denunciavam inteira; quando me despia das vontades alheias e me enxerga…
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⁠Em algum momento, entre os excessos de pertencimento, deixei de caber. Vi destoar as expectativas, assisti, lentamente, cada palavra morrer. Eu tagarelava, n’outros tempos, mil verdades em entrelinhas que me denunciavam inteira; quando me despia das vontades alheias e me enxergava nua & vulnerável; dizendo mais do que ousava sentir; sentindo mais do que arriscava ser. Hoje se amontoa. Vezenquando deixo escapar. Vez em sempre tento esconder…

deixo descabelar. aprendi depois de muita energia desperdiçada. eu era inquieta demais diante de qualquer bagunça, não fazia ideia de como conviver com o caos. tudo precisava estar milimetricamente no lugar. roupa desamassada, cabelo bem penteado. odiava os dias de vento, vê se p…
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deixo descabelar. aprendi depois de muita energia desperdiçada. eu era inquieta demais diante de qualquer bagunça, não fazia ideia de como conviver com o caos. tudo precisava estar milimetricamente no lugar. roupa desamassada, cabelo bem penteado. odiava os dias de vento, vê se pode? agora deixa ventar. deixo me virar do avesso, deixo bagunçar — o cabelo, a roupa, a vida toda. sorrio no meio da brisa leve e aprendi sorrir em meio algumas tempestades. a chuva não me assusta mais, mas ainda não gosto de raio e trovão. me percebo cada dia mais dente-de-leão: tão leve, tão me deixo levar. e me levo. ⁠(do livro: A menina que desatava nós)