Pular para o conteúdo

Frase de pakashawomman

⁠Vaso de girassol Pego o meu regador e vou em direção a minha janela É onde está o meu vaso de girassol Ele me deixa feliz Alimento-o com o meu regador Lhe entrego metade da minha água, mas ele não está saciado Então eu derramo toda a minha água nele Mas ele pede mais e mais Me desespero, não tenho mais água para ele Viro o meu regador e deixo todas as gotas caírem Não tenho mais, mas ele quer mais Me ajoelho e peço seu perdão Eu cuido dele, adubo, dou todo o meu amor e minha água Mas ele não dá nada em troca Nenhuma flor ou um sorriso Não importa o que eu faça A culpa é minha Será que toda a minha atenção não é o suficiente? A minha água é pouca? Lhe dou amor em excesso? O seu solo é ruim? Ainda ajoelhado, começo a chorar dentro do vaso Ele parece estar feliz com o meu sofrimento Se chorar é o requisito necessário para deixa-lo feliz, então é isso que irei fazer daqui em diante.

pakashawomman

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de pakashawomman

⁠Querido passarinho Um bosque, tão belo que não parecia real Os meus pés andam sem uma direção correta
Continuar lendo

⁠Querido passarinho Um bosque, tão belo que não parecia real Os meus pés andam sem uma direção correta Nenhuma parte do meu corpo me obedece Tão vivo que nem o que fazer Distraído, trombo em uma árvore e ouço um estranho som Olho para cima e vejo um pássaro em seu ninho Tão azul quanto o céu, e tão belo quanto o seu bosque - Olá! - Eu digo em alto tom para o pássaro me ouvir. Ele não me respondeu, mas o vejo recuar. - Eu te assustei? Perdão. -- Não estou acostumado com pessoas. - Disse o pássaro. - Podemos virar amigos e explorar juntos o bosque! -- Não posso sair daqui. - Por quê? Ele não respondeu, imagino que está pensando na resposta. - Bem, se isso te alivia, podemos brincar aqui mesmo. -- Não tenho coragem de sair. - Mas as suas asas são tão belas. -- Asas? Que asas? O pássaro começa a procura-las. - As que estão em você. -- Eu realmente não as vejo. - Por quê? Consigo ver nitidamente as suas belas asas, algo que ainda é estranho para mim. -- Provavelmente porque elas não são mais úteis para mim.

⁠Barco a vela Dentro do meu barco, começo a remar Numa direção reta
Continuar lendo

⁠Barco a vela Dentro do meu barco, começo a remar Numa direção reta A ignorar a vela que estava presente no mesmo Manusear um barco é mais difícil do que eu pensava Perco o meu equilíbrio e o meu barco vira Caio na água, que surpreendentemente não estava gelada Puxo o meu barco e retorno a uma superfície Subo nele de novo e volto a remar Mas não tem progresso, a correnteza está puxando o meu remo Luto contra ela, mas depois de tanto tempo, minhas mãos enfraquecem e soltam o meu remo Entro em desespero, agora não tenho como controlar o meu barco Então o vento vem e movimenta aquela vela do barco que antes não me tinha utilidade Começa a ir em uma direção que eu desconhecia Mas não deixa de ser linda Ilhas que eu nunca vi E provavelmente nunca veria Se eu não tivesse largado Aquilo que me prendia.

⁠Anjo Pego a minha lâmpada, agora apagada Vou em direção a minha janela, encarando o céu
Continuar lendo

⁠Anjo Pego a minha lâmpada, agora apagada Vou em direção a minha janela, encarando o céu E dele desce um ser com uma luz branca ardente, mas ainda consigo enxergar as suas magníficas asas Ele me entrega uma nova lâmpada, acessa Eu a pego e agradeço, e ele vai embora No dia seguinte, eu faço a mesma coisa No outro também E mais outro dia Novamente, vou a minha janela com minha lâmpada esgotada Passa um tempo e o meu anjo não vem Esperei toda a madrugada por ele Cansado, me sentei no chão e abri a minha lâmpada, buscando acende-la Se passa várias madrugadas E eu finalmente consigo acende-la Sem precisar da ajuda daquele ser divino Posso acender as minhas lâmpadas eu mesmo agora.

⁠Uma bela rosa caiu, pousando em meu nariz Consegui sentir a brisa daquele antigo verão A rosa que estava parada no meu nariz foi arrancada por uma ave que havia o dobro do meu tamanho
Continuar lendo

⁠Uma bela rosa caiu, pousando em meu nariz Consegui sentir a brisa daquele antigo verão A rosa que estava parada no meu nariz foi arrancada por uma ave que havia o dobro do meu tamanho Não consegui ver, mas ele era maior do que eu conseguia imaginar Comecei a me debater , pois a ave agora estava mordendo o meu olho Desisti, ele era mais forte que eu Lentamente, ele me consumiu por completo Mesmo não estando lá, eu via sua presença Ela estava em todos os lugares que eu ia, o que eu pensava ou falava Mal sabia eu que ela estaria comigo até posteriormente o dia da minha morte.