Frase de EdsonRicardoPaiva
Um Texto sobre a Poesia da Relatividade. Enxergamos despedidas Tempo e lugares distantes Borboletas antigas Buscando uma pétala vaga Pra descansar as velhas asas Vagando sobre flores desbotadas Que recobrem um resto de alegria Que flutua na memória Uma pintura Uma palavra do Mestre Arte rupestre do acender das luzes Traz de volta à vida outras luas passadas A felicidade primordial, rudimentar A única que foi real Vem romper com a ruptura Em formato de palavra dura E mostra uma flor que não víamos naqueles dias Provando que o tempo não retrocede Senão como saudade Que nem mesmo a sede, uma vez saciada Há de voltar às nossas vidas Se despede, se despe de nós Vai zunir nas asas de uma velha abelha Fazer morada nas telhas De uma casa há muito demolida Tudo está pra sempre lá Porém velho, desbotado e sem vida Talvez seja essa a relatividade do tempo A velha roseira ao meu lado Sempre trará flores novas A roseira nova do passado Não há provas que tenha existido. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde