Frase de Ricardo Melo .
Diário de um Caminhoneiro Com sede, com fome, fica as lembranças, E prossigo.... A carga, é extra pesada, De partida, ja sinto a emoção fazer o seu papel.. Volante ajustável, Inspiração variável, porém, vulnerável. Meu diário, te escrevo na boleia do meu caminhão; Acelero-te com minha alma e com minha imaginação. Asfalto antiderrapante. Livre, solto na estrada como motorista versejante.... Olho pelo retrovisor, nem me lembro se deixei dores, rumores ou saudades. O desejo de levar a mercadoria adiante fala demais; O desejo de acelerar, toma conta dos meus pés; O desejo de levar amor, me faz sofrer e compor. Minha voz, ja nem sinto e nem ouço mais. O Poeta fala na banguela, esquece do freio e olha pela janela, só vultos e solidão. Sozinho, vou traduzindo minha coragem; Sozinho, vejo relvas e pastagens. Oh, Sina! Máquina bruta, Eis aqui o teu comandante. Aflito por um mistério, coadjuvante de uma profissão com muito privilégio. No labirinto aberto falo, voa caminhoneiro, voa... Voa nas asas desse brutão; Vai com suas ilusões e com suas sensibilidades, vai... No poema, és o tema. Na poesia, tuas lágrimas irradia. Teu parabrisa é de cristal. Deixe que as gotas serenas lavem seu astral. Te seduza, te reluza... Deixe que sua imaginação te conduza, pelos mais belos e floridos caminhos desse mundão, estradão.. Carroceria, vai esbanjando mel, fogaréu. Coberta de telhas feitas de cordeis. Matriz conjugada, com a neblina e a serração. Faróis lampejadores, oh! fina tradução.. Os pneus chiando no tapete breu... Adeus, vai voando com a turbina que ecoou. E o diário foi escrito, por poeta, Condutor.... Autor: Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde