Frase de Marinho Guzman
Por onde andará a Evely O.? Outro dia eu escrevi:- Por onde andará a Dora G. ? Não achei a Dora G. , mas o Luis A.P. leu e relembrou da Evely. Eu e o Luis tivemos algumas coisas em comum. Lembro-me das motos 750cc, do Dodge Charger e da Evely. É possível que na época eu tivesse uma ponta de inveja dele. Nunca fomos amigos de andar juntos e pior, a Evely me trocou por ele. Com vantagem, diga-se de passagem, pois ele era mais bonito, mais rico, corredor de ponta da já famosa Stock Car. Um verdadeiro gentleman que não bebia. Já eu... tomava tooodaaasss!!! Ele andava mais em Interlagos e eu na Rua Augusta, que era a minha pista preferida. Nela, por um tempo, com fama de fotógrafo badalado fui quase sempre pole position. Eu e o Luis nos reencontramos faz algum tempo, ambos com mais trinta e tantos anos nas costas, certos agora, de que motos, autos velozes e mulheres bonitas não são propriedade de ninguém, a gente tem a posse, mas tem que trocar de vez em quando, porque as especificações técnicas e as linhas aerodinâmicas o exigem. Evely foi uma das minhas grandes paixões. Ela tinha 14 ou 15 e eu 24, eu estava no último ano de Direito no Mackenzie e poderia ser considerado um “partidão”. Lindíssima e muito precoce, a Evely não queria perder nada da vida e a sua mãe, colocava toda a experiência própria a serviço do charme nato, avassalador e hipnotizante que a garota tinha. Podíamos quase tudo, desde que ao alcance das garras da jararaca. Mas nós queríamos mais e uma vez resolvemos passar uns dias sozinhos no Rio de Janeiro. Loucura! Loucura! Loucura! diria o Luciano Hulk. Foi mesmo. Tudo começou com a invenção de uma história. Seria uma excursão do Mackenzie, iríamos de ônibus, supervisionados etc. e tal. Não me lembro bem, mas acho que não convenceria ninguém nos dias de hoje. Aliás, nos dias de hoje nem seria necessário . Cheguei a tentar alugar um ônibus para ir buscá-la em casa. Afinal, não foi preciso, bastou outra história mal contada e meu irmão mesmo foi buscá-la . Não vou entrar em detalhes dessa, que foi uma das maiores e melhores aventuras da minha vida na época. Eu tinha um carrão, o único Ford 500 Galaxie cor vermelho Ferrari com bancos duplos reclináveis etc.etc. etc. e ponha etceteras nisso. Viajamos e correu tudo muito bem, até que algum tempo depois a jararaca descobriu nossa aventura e queria, porque queria, que eu casasse. Eu não estava preparado, como aliás nunca estive e acho que ninguém está realmente. Já diziam os mais antigos. Casamento é loteria e eu nunca fui de jogar. Deu polícia, quase deu cadeia, mas finalmente o bom senso prevaleceu e a mãe não querendo que o pai que morava na fazenda soubesse ,resolveu esquecer a queixa. É nesse ponto que o Luis assumiu a ponta e levou a taça. Daí para frente não sei o que aconteceu com a Evely O. e o Luis nunca me contou, quem sabe agora ele o faça. Como nas corridas com revezamento, eu deixei a direção e ele pegou!
No pensador.ai desde