Frase de NORMA APARECIDA SILVEIRA DE MORAES
TRIDECANATO DOS ANJOS NORMA AP SILVEIRA DE MORAES EU SEI QUE VOCÊ SABE... (EC) Eu sei que você sabe querido O quanto és tão importante Na minha vida, querido amigo A distância não pode separar As almas que tanto se amam Deixando-as na saudade ficar Seremos unidos eternamente Nosso querer vem das estrelas E nesta magia vivem contentes O amor verdadeiro é para sempre... **************************** POEMA CRÔNICO- SONHAR AUTORA NORMA A S MORAES ESTILO DE ANA LUCIA S PAIVA Minha vida é sonhar Sair e por aí passear Fico aqui a dormir Com vontade de sair Meus projetos eu faço Tenho que admitir Neste meu existir Sem muito assumir Falta-me a coragem Para seguir viagem Nesta vida de aragem Pois vou sem miragem Seguindo sempre além Aposto nas surpresas Hoje vivo o meu agora Sem hora para desistir Vou seguindo nesta hora Pois o tempo não demora Vou alegrar o meu viver Fazer por ainda merecer O prêmio do prazer Pela paciência de ser *********************** BOM DIA JESUS Nesta manhã Senhor Venho aqui agradecida Dar-lhe bom dia Um belo amanhecer Está lá fora O sol entrando Pela minha janela Novas esperanças e Outras motivações vêm Aqui me orientar Vem me abençoar Enxugar meu pranto Trazendo toda alegria... CRÔNICA MORTE DE MEU AVÔ Estava eu com uns dez anos quando meu avô materno, Marcolino Conde de Paiva morreu... Falando um pouco de meu avô, era um homem excecional. Muito trabalhador, tinha uma pequena fazenda, na qual vivia de várias formas de trabalho de acordo com cada estação do ano. Tirava e vendia leite, e fazia queijos o ano inteiro, fazia rapadura, plantava e colhia café, tomates, milho, arroz, feijão, banana, engordava e criava porcos, etc., e assim ia vivendo. Ele era um homem muito honrado e bom para seus empregados. Sempre havia uns oito ou dez. Lembro-me, que ele dava almoço, café da tarde e janta para que os funcionários não ficassem com fome. Alguns moravam longe e dormiam em um local apropriado ou mesmo nos quartos da sala. Mas vida de meu avô Marcolino era muito corrida, administrando sozinho cada seguimento, sempre correndo atrás dos compradores e ainda trabalhando junto com os empregados na roça de café e outros. Seu aniversário era no dia 25 de dezembro. Nas férias a casa de meus avós maternos ficava lotada, pois todos os netos iam passar férias lá e mais alguns parentes da cidade. Quase tudo que consumia ele tirava da mãe terra, Mas no final de dezembro era uma feste em sua fazenda, casa grande e animada. Ele então ia na cidade para comprar algumas especiarias para colocar no arroz doce, e outros doces, açúcar, farinha de trigo para o bolo, etc. Lembro-me que o glacê do bolo ou cobertura era feita com açúcar refinado e claras em neve, com sabor de limão ou outro. Era uma correria da mulherada, umas limpavam a casa, outras faziam os quitutes como os doces, bolos, broas, biscoitos de polvilho, rosquinhas, etc.... Pois bem o motivo desta crônica meio longa, pois a emoção da saudade me faz escrever, mas para não cansar o leitor vou já contando. Meu avô nesta viagem trazia ao voltar os bolsos de seu terno cheios de bala, para ir dando para os netos que sabia do horário do ônibus e iam encontrá-lo. Pois bem neste dia estava armando chuva e as crianças ficaram em casa. Meu avô desceu do ônibus e esperava os cavalos que iria levar ele e a carga para sua casa. Naquele tempo era muito difícil quem tinha carro, meu avô tinha tropas de burros e muitos cavalos, mas carro não. Como estava um pouco atrasado os cavalos, ele resolveu ir andando a pé um pouco, pois não gostava de esperar e o ônibus adiantou um pouco. Perto do ponto de ônibus havia uma casinha. Ele de repente sentiu muita sede e resolveu parar para beber um pouco de água. O morador já muito conhecido o fez entrar e esperar na sala. Quando o morador voltou o meu tão amado avô estava tombado no chão, e as balas caiam de seus bolsos. Ele teve morte, um infarto fulminante. A única coisa que disse antes do morador ir na cozinha buscar a água é que estava muito feliz, com a casa muito cheia e que ia comemorar o seu aniversário. Conta minha mãe que uma árvore, um angico, belo, frondoso e imenso que ficava ao lado da casa e que meu avô adorava, caiu sem motivo nenhum. Todos assustaram com o fato da árvore cair, e em seguida receberam a notícia que meu avô havia morrido. Dizem ser um mistério até hoje, pois a árvore não tinha nada de errado na raiz e nem nos troncos, e havia muitas árvores do lado da casa, na verdade uma matinha com nascentes de águas cristalinas, que ele conservava com muito orgulho. Esta árvore era a preferida de meu avô, e com ele ela teve sua finitude também. Será que habita algum tipo de espirito amigo em árvores ? TRIDECANTO EM CORRENTES ENCHER A CARA DE CERVEJA Ainda tenho saudade guardada De ir para os bailes e com meu amor Me divertir e muito dançar Tomar cerveja e rodopiar No salão, todo enfeitado Como era bom então viver Sair sempre por aí a correr Nos finais de semana cerveja beber Era tão bom assim amando Mas família dele foi implicando E a inveja já começando Com nosso amor sempre implicavam Até com nossos beijos, recriminavam Até que foram conseguiram E assim nos afastaram Pois os beijos se rareavam Grande foi o sofrimento Viver pelos conceitos de outros E até a cerveja deixar de beber Hoje tenho que de remédios viver Minha vida ficou assim depois do câncer Tão cheia de limitação Mas não adianta a lamentação Somente a saudade e emoção Pois vivi muito bem cada inspiração 12/08/2105
NORMA APARECIDA SILVEIRA DE MORAES
No pensador.ai desde