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Frase de Valdir Guimarães

Marcas do antigo sobrado, nas soleiras pegadas e histórias Cintos, correias, macas e correntes Cacos de vidros das janelas quebradas trazem a saudade da chuva que por elas escorria e me levava a um lugar qualquer, bem longe dali Troncos secos espalhados pelo jardim Mortas sensações escondidas atrás das portas, trazendo de volta rostos mortos e o ranger de portas e janelas que o silêncio quebrava Foram noites de desespero testemunhadas pelas paredes do quarto Hoje ando livre do medo de quem me atormentava, e do que me acontecia Longe das celas, dos quartos tenebrosos, das noites intermináveis no antigo sobrado

Valdir Guimarães

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Pensador.com

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Meus olhos te olharam Mas a mentira, um dia revelada Como um raio castigaram
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Meus olhos te olharam Mas a mentira, um dia revelada Como um raio castigaram Minha alma amarrotada Ante a desordem e a insegurança Em meio a grande solidão, Vivendo e caindo de esperança Aceitei tal condição A voz que me chama, clama Que me tem paciente Procuro então manter a chama Que hoje pago em moeda corrente Dores, lágrimas, suspiros e lampejos Daquilo que busquei, de forma lancinante Busco desesperada entre falsos cortejos Migalhas de amor, vivendo como amante

A renda do vestido marca o corpo e a pele nacarada
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A renda do vestido marca o corpo e a pele nacarada Ao fim da festa, onde a pressa em livrar-se dela rasgou-se, desfez-se pela força do desejo Largada, jogada a renda branca manchada pelo rubro desejo por ambos saciado A renda que espera o momento de envolvê-la novamente no caminho de volta para sua casa