Frase de Márcio Souza
ALMA SELVAGEM. Oh! Minha liberdade! Dessa estrada longa e comprida vida! Porque me prendeste? Porque não me deste a liberdade dos pássaros, para que eu pudesse imprimir meus cantos livres e soltos. Voar, suavemente, ao sabor dos sopros dos ventos, sob os raios do sol, sob os pingos das chuvas e as brisas das brancas nuvens do céu. Porque não me deste a liberdade de um potro selvagem, alimentando-me da verde relva, singrando, livremente, os pântanos, prados e planí¬cies, em galopes flutuantes e sem medos dos desertos da vida. Enfim, a liberdade e a força dos animais, na busca de alimentar e realizar a vida de sonhos de alegrias, de vontades e de amores, sem o compromisso de se sentir presos pelo destino. Oh! Liberdade! Hoje, alquebrado pelo tempo, desgastado pelo vento, já não me resta mais tempo. Tu vida o levaste! Hoje, de um passado distante, só resta o lamento da liberdade que não me deste e do tempo que se foi e que, só agora percebi, passou. Oh! Doce e querida vida! Porque não me deste a liberdade dos livres animais, para voar como os pássaros e galopar como um o potro xucro pelas pradarias orvalhadas ou pelas areias desérticas, com a minha alma selvagem. Mas se tudo já estava previsto e escrito que se cumpra o meu destino. É a vida!
No pensador.ai desde