Frase de Hidely Fratini
SAUDADE DOS ANDES Sentimento invade o ser que dorme Penetrando lembranças apagadas pela mente. Ressurgem imagens que invadem o coração Como presentes escondidos no inconsciente. Pergunto-me: __ Onde estou? Que lugar é esse? Uma resposta apresenta-se em meio à névoa, Evocada pelo som de uma orquestra Que vem ao meu encontro. Uma voz canta e ecoa reminiscências De um passado ainda mais remoto Que despertam pela vibração dos instrumentos: Violinos, órgão, "chello" e uma voz de contralto a cantar! Viajo. Vou longe. Aos picos dos Andes. Vejo os incas: são mulheres, homens e crianças, Cabanas, fogo, céu estrelado e a mesma lua. Sons abafados, choros, canções e risos. Não quero voltar! Está tão frio lá fora... Mas sinto um calor intenso em mim. De repente, o som se transforma! Uma buzina soa estridente do outro lado do mundo. Retorno, sem piscar, rodopiando, ao mundo presente, Ao plano material e dos corpos físicos! São 23 horas de um dia 29 de outubro. O ano é 2004! Uma multidão discute embaixo da janela. A noite está quente. Água cai do céu... E a orquestra já se foi... Como nunca, estou mais do que presente! Malgrado os ruídos que vêm da rua, O quarto está calmo e em silêncio: Reverência pelos irmãos que dormem nos Andes - como sempre! out/ 2004
No pensador.ai desde