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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠A flor. Ficava ali, no chão do caminho E todo dia eu passava por ela Era apenas uma flor, sem cor definida Entre outras tantas Não sei dizer quantas Pode ser, fossem centenas E eu também era criança, igual a ela Entre outras muitas, iguais a mim Num mundo de tantas coisas sempre iguais A simplicidade as faz diferentes Não sei por quê Meus olhos se acostumaram Olhar pra ela, exatamente Passado o tempo, é como estar ciente De quanto a fantasia não se distancia do concreto De fato, não tinhamos procurado O ângulo correto para olhar Mas tudo tem seu lugar Precisamos encontrar o nosso: Em muitos casos, que não seja perto Creio que em tudo na vida A gente continua sendo sempre assim Uma casa com jardim, numa grande avenida Um momento que parece assim; desimportante Que se repete momentaneamente Ao longo de toda uma jornada Que, ao final, se tornará também desconhecida Uma simples coisa, entre outras tantas Algum caminho do passado Onde ninguém jamais voltou Nem voltará Nenhum agosto e nem setembro serão eternos Hoje, olhando esses momentos à distância Compreendo perene, a inconstância Mas, alguma coisa permanece Ali, parada no chão do caminho Como simples lembrança A ser replantada, com o carinho da imaginação Talvez, tornar de alguma forma Um tantinho assim, mais leve O caminho, a jornada Que, ao final terá sido Breve como flor. Pode ser que o Criador Com o amor de quem se recorda, nos replante Num jardim gigante, onde seja permitido A criança sair da fila, a caminho da sala de aula E sentar-se à borda do jardim, pra dizer àquela flor Que, pra mim, ela era importante e seria pra sempre lembrada. Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva