Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONETO INDOMÁVEL Ó pranto! À dor, quando, entranho Fico sem rumo certo pelo cerrado O anoitecer, quando, chega calado Tudo é solidão, e em nada é ganho Tristura, fria, que pesa no passado O vento é poeira de ardor estranho E a hora lenta e tão sem tamanho Que o olhar vazio, alheia, fissurado No meu alvo silêncio, rude insônia Clamo por todo o arrimo, em vão Nada escuta, indigente cerimonia Invento um verso, tento, e tento E rasgo-o, continuas sem demão Tudo é indomável no sentimento © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04 de março de 2020 – Cerrado goiano
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde