Pular para o conteúdo

Frase de Ray Motta

Fico imaginando como você está. Onde você está e com quem está. Fico imaginando e criando cenas, pessoas que talvez nem mesmo existam. E me encho de tristeza, de medo. De te perder, de me esquecer. Fico imaginando o que faz agora. O que fez durante o dia, o que planeja para a noite. Fico imaginando o que fez quando não estive vendo. Imagino o que diz agora, se está ouvindo uma música, eu preciso saber. Não, não preciso. Mas quero. Quero demais. Assim como queria - e quero – fazer parte de tudo o que você faz.

Ray Motta

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Ray Motta

Preocupava-se demais com tudo e todos. Era sim, toda exagerada. Menina louca, essa. Deixava de fazer suas coisas, mesmo que importantes, para ajudar alguém que estivesse precisando dela. Sempre foi de se doar , sabe? Sem esperar muito em troca, sem criar expectativas em vão. Só q…
Continuar lendo

Preocupava-se demais com tudo e todos. Era sim, toda exagerada. Menina louca, essa. Deixava de fazer suas coisas, mesmo que importantes, para ajudar alguém que estivesse precisando dela. Sempre foi de se doar , sabe? Sem esperar muito em troca, sem criar expectativas em vão. Só queria sentir-se útil, ajudando quem pudesse e como pudesse. Deixava-se de lado, não ligava. Os outros eram mais importantes. Os problemas dos outros primeiro. Por essa mania, sempre sofreu em dobro, em triplo. Mal conseguia carregar seus problemas e ainda abraçava os dos outros…louca! Mas o que queria mesmo era tirar as dores dos outros, amenizar o choro de quem vivia em pranto ou até mesmo resolver questões que não eram suas. Queria ver todos aqueles que ela tanto estimava felizes, por isso queria resolver tudo. Mas não dava, eram coisas demais. Um amontoado sobre ela, e coitadinha, tão pequenininha! A partir daí afastou-se de alguns problemas. Deixou algumas pessoas com os seus, pois viu que de tanto cuidar dos outros, seu coração havia tornado-se um vidro quebrado, todo cheio de cacos. Precisou desgrudar dos outros, para cuidar dela. Viu que no fim, de tanto cuidar dos outros, quem merecia cuidados era ela. Não abandonou ninguém, claro que não. Só não deixa mais de cuidar dela primeiro, para depois ter condições de cuidar de alguém.

Sozinha sou pouca. Sou um grãozinho de areia. E um grão de areia não tem lá tanta beleza. É quase imperceptível. Porém, se eu tiver sorte e encontrar pela vida pessoas e mais pessoas, grãozinhos e mais grãozinhos, serei praia. Serei muita areia. Aí sim não passarei por despercebi…
Continuar lendo

Sozinha sou pouca. Sou um grãozinho de areia. E um grão de areia não tem lá tanta beleza. É quase imperceptível. Porém, se eu tiver sorte e encontrar pela vida pessoas e mais pessoas, grãozinhos e mais grãozinhos, serei praia. Serei muita areia. Aí sim não passarei por despercebido, nem me sentirei sozinha. Estarei cercada de grãos e juntos, formaremos um belo lugar, uma bela paisagem. Águas tentarão nos afastar, levar alguns grãos para longe. Pés irão pisar sobre nós, porém esses não nos afastarão. O vento poderá fazer com que alguns sumam, as chuvas podem tirar nossa beleza. Mas quer saber? Ainda não estarei sozinha. Nunca estarei sozinha. Porque sei que sozinha, sou pouca. Acompanhada, sou praia.

A sacolinha de plástico Estava na sala de aula. Primeira fileira, primeira mesa, primeira cadeira. À minha frente o computador, esperando meus comandos. Professor andando atordoado para todos os lados, resolvendo problemas. Ao meu lado, uma parede. Porém, cheia de janelas de vid…
Continuar lendo

A sacolinha de plástico Estava na sala de aula. Primeira fileira, primeira mesa, primeira cadeira. À minha frente o computador, esperando meus comandos. Professor andando atordoado para todos os lados, resolvendo problemas. Ao meu lado, uma parede. Porém, cheia de janelas de vidro. A parede era quase toda tomada por essas janelas. A visão dali era privilegiada : é possível, dali, ver o céu e suas diferentes tonalidades de cor, a grama, as árvores, as escolas, os apartamentos. A vida urbana misturada à natureza. Por ora passavam aviões rumo ao aeroporto, suponho ,pois o mesmo fica naquele rumo. Numa dessas minhas costumeiras olhadelas, percebi um pontinho branco a voar pelo céu. Seria um pássaro? Possivelmente. Olhei melhor. Estava lento demais para ser um pássaro. Era , na verdade, uma sacolinha de plástico que, despreocupada, flutuava pelo céu azul , sendo banhada pelos raios de sol. Flutuava. O vento a carregava devagar, fazendo-a dançar pelo ar. Parecia um pássaro, sem asas. E quem disse que é preciso ter asas para voar? A sacolinha estava ali, para mostrar. Estava ali, flutuando livre. Voando livre. Sabe-se lá para onde o vento a levaria. Provavelmente continuaria a passear pela cidade, quase tocando os arranha-céus , observando lá de cima os carros, as pessoas, avenidas. Observando a vida. Sei que ela continuaria ali, assim, viajando sem rumo. E talvez seja esse mesmo o rumo daquela sacolinha de plástico.

Ela olhava para a xícara de café pousada sobre a mesa e ficava ali, refletindo. Olhava a fumacinha subindo, subindo e sumindo. A fumaça ia, e ela apenas pensava. Seu olhar, apesar de fixo na fumaça, estava longe, assim como tudo o que pensava. Tantas coisas, tanta vida! Coração g…
Continuar lendo

Ela olhava para a xícara de café pousada sobre a mesa e ficava ali, refletindo. Olhava a fumacinha subindo, subindo e sumindo. A fumaça ia, e ela apenas pensava. Seu olhar, apesar de fixo na fumaça, estava longe, assim como tudo o que pensava. Tantas coisas, tanta vida! Coração gritando, consciência sussurrando, estava toda enrolada. Ela sabia que sua vida, assim como a fumacinha do café, estava sumindo. O café estava esfriando, já sua vida havia esfriado há muito… Por fim, pegou a xícara com cuidado, levou aos lábios e tomou um gole do café. Estava frio. Já não fumaçava. Mas quem disse que se importou? A vida dela não estava diferente. Tomou o café, mesmo frio, pousou novamente a xícara na mesa e observou: vazia. Ela abriu um sorriso manso, balançou a cabeça numa negação boba. Quantas coincidências via numa mera xícara de café.