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Frase de Khaled Hosseini

O CAÇADOR DE PIPAS “não sabia com que objetivo o outro garoto estava competindo, talvez só para exibir seus dotes. mas para mim, aquela era a única chance de me tornar alguém que era olhado, e não apenas visto; que era escutado e não apenas ouvido. se existia um deus ele ia guiar o vento, deixar que soprasse para mim, e assim, com um puxão na corda, eu ia me livrar da minha dor, dos meus anseios. tinha agüentado muito, chegado longe demais. e de repente, em um piscar de olhos a esperança virou certeza. eu ia ganhar. era só uma questão de tempo.” PÁGINA 71 “um sonho: estou perdido em uma tempestade de neve. o vento assobia tirando pedacinhos de gelo que espetam os meus olhos. vou cambaleando, os pés afundando em camadas daquela brancura fofa. grito por socorro, mas o vento não deixa que os meus gritos sejam ouvidos. caio e fico ofegante na neve, perdido naquela imensidão branca com o amento do vento soando nos meus ouvidos. vejo que a neve esta apagando as minhas pegadas. ‘agora sou um fantasma’ penso eu, ‘ um fantasma sem pegadas’. volto a gritar com a esperança sumindo como as marcas dos meus passos. desta vez, porem, há uma resposta longínqua. projeto os olhos com as mãos e dou um jeito de me sentar. além das cortinas flutuantes de neve, tenho a breve visão de algo se movendo, um borrão de cor. uma forma familiar se materializa. uma mão se estende na minha direção. vejo profundos talhos paralelos cortando a sua palma e o sangue escorrendo, tingindo a neve. seguro aquela mão e, de repente, a neve desaparece. estamos em um campo de relva verde-clara e macios flocos de nuvens deslizam no céu. olho para cima e vejo o céu claro coalhado de pipas verdes, amarelas, vermelhas, laranja. Elas cintilam à luz do entardecer.” PÁGINA 80 “é um olhar que vai assombrar os meus sonhos por semanas a fio.” PÁGINA 82 “éramos homaria e eu contra o mundo. e ouça o que lhe digo: no final o mundo sempre sai ganhando. as coisas são assim, puras e simples...” “não me lembrava que mês era, nem mesmo que ano. só sei que aquela lembrança vivia dentro de mim como um pedaço gostoso de passado, perfeitamente encapsulado; uma pincelada de cores naquela tela cinza e árida que nossas vidas tinha se tornado.”

Khaled Hosseini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Khaled Hosseini

"E seguiu tocando a vida. Porque, no fundo, sabia que era tudo o que podia fazer. Viver e ter esperanças." (A Cidade do sol)
Laila a vê colar pedaços de lã na cabeça da boneca. Em poucos anos, essa menina vai ser uma mulher que pede muito pouco da vida, que nunca incomoda ninguém, nunca deixa transparecer que ela também tem tristezas, desapontamentos, sonhos que foram menosprezados. Uma mulher que vai…
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Laila a vê colar pedaços de lã na cabeça da boneca. Em poucos anos, essa menina vai ser uma mulher que pede muito pouco da vida, que nunca incomoda ninguém, nunca deixa transparecer que ela também tem tristezas, desapontamentos, sonhos que foram menosprezados. Uma mulher que vai ser como uma rocha no leito de um rio, suportando tudo sem se queixar. Uma mulher cuja generosidade, longe de ser contaminada, foi forjada pelas turbulências que se abateram sobre ela. Laila já consegue ver algo nos olhos daquela menina, algo tão arraigado que nem Rashid nem os talibãs conseguiram destruir. Algo tão rijo e inabalável quanto um bloco de calcário. Algo que, afinal, acabou sendo a sua ruína e a salvação de Laila. (A Cidade do Sol)

"Naquela mesma noite, escrevi minha primeira história. Levei trinta minutos para fazê-lo. Era um pequeno conto meio soturno sobre um homem que encontra um cálice mágico e fica sabendo que, se chorar dentro dele, suas lágrimas vão se transformar em pérolas. Mas, embora tenha sido…
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"Naquela mesma noite, escrevi minha primeira história. Levei trinta minutos para fazê-lo. Era um pequeno conto meio soturno sobre um homem que encontra um cálice mágico e fica sabendo que, se chorar dentro dele, suas lágrimas vão se transformar em pérolas. Mas, embora tenha sido sempre muito pobre, ele era feliz e raramente chorava. Tratou então de encontrar meios de ficar triste para que as suas lágrimas pudessem fazer dele um homem rico. Quanto mais acumulava pérolas, mais ambicioso ficava. A história terminava com o homem sentado em uma montanha de pérolas, segurando uma faca na mão, chorando inconsolável dentro de um cálice e tendo nos braços o cadáver da esposa que tanto amava." (Caçador de Pipas, Quatro, página 37)